TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E INTELIGÊNCIA DE DADOS: ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO NA GESTÃO EMPRESARIAL

Authors

  • Magno Oliveira Ramos Universidade Federal da Bahia
  • Agnaldo Braga Lima Universidade Federal do Pará - UFPA, Brasil
  • Murillo Nazareno Cavalcante Aguiar Faculdade Inter e UniBF
  • Reginaldo Magalhães Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí - IFPI
  • Mônica Aparecida Bortolotti Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná
  • Rodrigo Oliveira Miranda Universidade Estadual do Ceará
  • Cibely Maria Ferreira de Abreu Universidade Estadual do Ceará
  • Edson Anilo Cardoso de Moraes Universidade da Amazônia
  • Douglas Alves Soares Centro Universitário Internacional - UNINTER
  • Marcello Pires Fonseca Universidade de Ciências Empresariais e Sociais
  • Luiz Daniel Albuquerque Dias Universidade Estadual do Piauí
  • Cínthia Ladjane de Souza Holanda Universidade Federal de Pernambuco
  • Antonio Esmerahdson de Pinho da Silva Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão
  • Leandro Rachel Arguello Universidade Tuiuti do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.66104/mqc3zh43

Keywords:

administração, transformação digital, big data, inteligência artificial, inovação organizacional.

Abstract

A transformação digital deixou de ser uma iniciativa pontual de tecnologia para tornar-se um imperativo estratégico que redesenha modelos de negócio, processos e cultura organizacional. Este artigo examina como big data, inteligência artificial (IA) e automação — apoiados por arquiteturas em nuvem, integração por eventos e práticas de MLOps — elevam produtividade, precisão decisória e competitividade. Em vez de digitalizar o “as is”, propõe-se reimaginar o “to be”: eliminar handoffs, padronizar entradas/saídas e acoplar decisões algorítmicas aos fluxos operacionais. Quatro pilares estruturam programas bem-sucedidos: (1) estratégia orientada a valor (P&L e OKRs); (2) arquitetura de dados e IA (lakehouse, APIs e feature store); (3) operating model e talentos; e (4) governança/risco (LGPD e IA responsável). A análise demonstra que dados são ativos apenas quando confiáveis; do contrário, tornam-se passivos que elevam custos. Qualidade e governança determinam o ROI de alavancas como manutenção preditiva, precificação dinâmica e agentes de IA. Valor é capturado quando recomendações alimentam decisões automatizadas com monitoramento de drift. Discutem-se armadilhas como “pilotos eternos” e métricas de vaidade, propondo-se o product management e testes A/B como contramedidas. O roteiro de 12 meses ilustra a trajetória da fundação à consolidação data-driven. Por fim, destaca-se que a vantagem competitiva reside na engenharia de decisão: transformar dados em decisões integradas à estratégia e sustentadas por governança robusta.

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Published

2026-02-20

How to Cite

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E INTELIGÊNCIA DE DADOS: ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO NA GESTÃO EMPRESARIAL. (2026). REMUNOM, 2(02), 1-17. https://doi.org/10.66104/mqc3zh43