TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E INTELIGÊNCIA DE DADOS: ESTRATÉGIAS DE INOVAÇÃO NA GESTÃO EMPRESARIAL
DOI:
https://doi.org/10.66104/mqc3zh43Palavras-chave:
administração, transformação digital, big data, inteligência artificial, inovação organizacional.Resumo
A transformação digital deixou de ser uma iniciativa pontual de tecnologia para tornar-se um imperativo estratégico que redesenha modelos de negócio, processos e cultura organizacional. Este artigo examina como big data, inteligência artificial (IA) e automação — apoiados por arquiteturas em nuvem, integração por eventos e práticas de MLOps — elevam produtividade, precisão decisória e competitividade. Em vez de digitalizar o “as is”, propõe-se reimaginar o “to be”: eliminar handoffs, padronizar entradas/saídas e acoplar decisões algorítmicas aos fluxos operacionais. Quatro pilares estruturam programas bem-sucedidos: (1) estratégia orientada a valor (P&L e OKRs); (2) arquitetura de dados e IA (lakehouse, APIs e feature store); (3) operating model e talentos; e (4) governança/risco (LGPD e IA responsável). A análise demonstra que dados são ativos apenas quando confiáveis; do contrário, tornam-se passivos que elevam custos. Qualidade e governança determinam o ROI de alavancas como manutenção preditiva, precificação dinâmica e agentes de IA. Valor é capturado quando recomendações alimentam decisões automatizadas com monitoramento de drift. Discutem-se armadilhas como “pilotos eternos” e métricas de vaidade, propondo-se o product management e testes A/B como contramedidas. O roteiro de 12 meses ilustra a trajetória da fundação à consolidação data-driven. Por fim, destaca-se que a vantagem competitiva reside na engenharia de decisão: transformar dados em decisões integradas à estratégia e sustentadas por governança robusta.
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