GERMINAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE MUDAS DE Clitoria fairchildiana R.A. Howard SOB ALAGAMENTO

Autores/as

  • Ruth Renata Borges dos Santos Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Brasil
  • Glaucia Almeida de Morais Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Brasil
  • Leandro Pereira Polatto Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Brasil
  • Angela Pereira de Novais Rodrigues Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Brasil
  • Adriana Marcia dos Santos Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Brasil
  • Camila de Jesus Santos Perim Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), Brasil
  • Osmar Pokrevviesky Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Brasil

DOI:

https://doi.org/10.66104/8cnywy22

Palabras clave:

biometria de sementes; tolerância ao estresse hídrico; sombreiro.

Resumen

O estresse hídrico causado pelo alagamento pode comprometer processos fisiológicos das plantas, afetando a germinação, o crescimento e a produtividade, principalmente pela redução de oxigênio disponível, levando ao desenvolvimento de adaptações morfoanatômicas que favorecem a difusão de oxigênio a partir das partes aéreas não submersas. Este estudo teve como objetivo avaliar a germinação de sementes e o desenvolvimento inicial de mudas de Clitoria fairchildiana sob condições de alagamento e sem alagamento. Inicialmente, foi realizada a caracterização biométrica das sementes, analisando comprimento, largura, espessura e massa, com médias de 404,5 mg, 15,7 mm, 14,3 mm e 2,7 mm, respectivamente, valores semelhantes aos da literatura. Parte das sementes foi submetida à submersão em água destilada por sete dias antes do teste germinativo, enquanto outra parte permaneceu como controle. O experimento foi conduzido em câmara tipo B.O.D., a 25 ºC e fotoperíodo de 12 horas, com seis repetições de 15 sementes por tratamento, avaliando-se a porcentagem, o tempo médio, a velocidade e o índice de sincronia da germinação. A germinação foi alta no controle (93%) e reduziu após a submersão (80%), embora tenha apresentado maior velocidade, indicando efeito da pré-embebição. Para o desenvolvimento inicial, mudas foram submetidas ao alagamento por 52 dias, com submersão dos tubetes até o colo, enquanto o controle permaneceu sem alagamento. Foram analisados altura, diâmetro do colo e massa seca, observando-se redução no ganho de folhas e biomassa sob estresse, porém com sobrevivência de 100%. As plantas apresentaram adaptações como lenticelas hipertrofiadas e raízes adventícias, evidenciando alta plasticidade frente ao alagamento.

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Publicado

2026-04-21

Cómo citar

GERMINAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE MUDAS DE Clitoria fairchildiana R.A. Howard SOB ALAGAMENTO. (2026). REMUNOM, 13(07), 1-22. https://doi.org/10.66104/8cnywy22