CONDIÇÕES, ORGANIZAÇÃO E RELAÇÕES SOCIOPROFISSIONAIS DOTRABALHO NA SAÚDE E BEM-ESTAR DE SERVIDORES: UMA REVISÃOBIBLIOGRÁFICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61164/q2mzgx67

Palavras-chave:

Adoecimento. Ambiente Profissional. Bem-Estar Psicológico. Gestão e prevenção.

Resumo

O estudo analisou as condições, a organização e as relações socioprofissionais do
trabalho e seus impactos na saúde e no bem-estar dos servidores públicos, com ênfase
no contexto do Poder Judiciário. Realizou-se uma revisão da literatura nas bases de dados
SciELO e CAPES. As combinações de termos utilizados para a pesquisa foram: adoecimento
and ambiente profissional and bem-estar psicológico and gestão or prevenção. No total,
foram escolhidos 13 pesquisas, sendo 4 dissertações. Os resultados apontam que a
sobrecarga de tarefas, a ausência de reconhecimento institucional, o assédio moral e a
rigidez hierárquica são os principais elementos associados a transtornos mentais
comuns, ansiedade, depressão e síndrome de burnout. Evidenciou-se que o avanço
tecnológico e o teletrabalho, embora promovam flexibilidade, intensificam o isolamento
social e fragilizam os vínculos profissionais. Conclui-se que a promoção da saúde
mental no serviço público requer políticas institucionais integradas e permanentes,
voltadas à prevenção, acolhimento e valorização dos servidores. Entre as lacunas
observadas, destacam-se a escassez de estudos empíricos longitudinais e a ausência de
análises interseccionais que considerem gênero, raça e condições laborais específicas.
Recomenda-se que futuras pesquisas explorem o impacto das políticas de saúde mental
e das práticas de gestão humanizada sobre o bem-estar e a qualidade de vida dos
servidores públicos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Larissa Nascimento de Souza, Unialfa

    Graduada em Direito pela PUC Goiás, Pós-graduada em Direito Tributário pela ATAME. 

  • Dra. Herica Landi de Brito, Unialfa

    Pós-Doutora pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde (PGPDS) do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) com bolsa CAPES (2016). Mestra em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2011), com Área de Concentração em Psicologia da Saúde. Graduada em Psicologia (Licenciatura e Bacharelado) pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2009) e pós-graduada em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (2013). Possui experiência na docência e gestão do ensino superior em nível de graduação e pós-graduação lato sensu e na atuação em dois programas de mestrado profissionais (Administração e Desenvolvimento Regional). Coordenadora do curso de graduação em Psicologia do Centro Universitário Alves Faria (UNIALFA).Coordenadora do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Práticas Psicológicas da UNIALFA. Fundadora e Editora-Chefe da Revista Psicologia em Ênfase (ISSN 2675-6994). Avaliadora do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (BASis)/INEP. Pesquisadora vinculada ao grupo de pesquisa Aprendizagem e Cultura Organizacional na Contemporaneidade: narrativas dialógicas emancipatórias da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ/CNPq) e ao de Sustentabilidade e Desenvolvimento Regional no contexto de mudanças climáticas (UNIALFA/CNPq). Pesquisadora associada ao Instituto de Ciência, Tecnologia e de Inovação Sustentável Global (ICT Sustentável Global). Vice-Coordenadora do Grupo de Trabalho "Intervenções Psicossociais, emancipação e saúde em contextos organizacionais" da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP).

Referências

Alcântara, V. P., et al. (2022). Perspectivas acerca do conceito de saúde mental: Análise

das produções científicas brasileiras. Ciência & Saúde Coletiva, 27(1), 351–361.

Barros Junior, J. O. A. (2021). (In)Justiça do Trabalho: O adoecimento mental na

perspectiva do Judiciário trabalhista brasileiro [Dissertação de Mestrado, Universidade

Estadual Paulista]. UNESP Repositório Institucional.

https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/d70864de-c4da-436c-be52-

c28401ae78d7/content

Fonseca, R. M. C., & Carlotto, M. S. (2011). Saúde mental e afastamento do trabalho

em servidores do Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Psicologia em Pesquisa,

5(2), 117–125. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1982-

12472011000200004&lng=pt&nrm=iso

Lima, A. S. (2021). A nova era da virtualização do trabalho no judiciário: Uma análise

sobre o teletrabalho na Justiça Trabalhista no Maranhão (109 f.) [Dissertação de

Mestrado, Universidade Federal do Maranhão]. TEDE/UFMA.

https://tede2.ufma.br/jspui/handle/tede/3507?mode=simple

Oliveira, A. L. X., & Sousa, F. D. T. (2020). Saúde mental: Um artigo de revisão sobre a

saúde mental no Brasil. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento,

11, 198–212. https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/saude-mental-no-brasil

Peixoto, C. R., & Amazarray, M. R. (2022). Relação saúde mental e trabalho de Oficiais

de Justiça Federais: Um estudo misto no Sul do Brasil. Revista Psicologia:

Organizações e Trabalho, 22(4), 2217–2225. https://doi.org/10.5935/rpot/2022.4.23280 DOI: https://doi.org/10.5935/rpot/2022.4.23280

Pinheiro, J. (2023). Saúde mental, exoneração e o caminho da reintegração para

servidores públicos. JusBrasil. https://www.jusbrasil.com.br/artigos/saude-mentalexoneracao-e-o-caminho-da-reintegracao-para-servidores-publicos/2066427752

Ribeiro, L. C. (2022). Um estudo sobre as políticas de atenção à saúde e o adoecimento

dos servidores públicos do Judiciário Federal – Ijuí [Dissertação de Mestrado,

Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul]. Repositório

UNIJUÍ. https://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/server/api/core/bitstreams/f762fadc4a75-456b-adb3-59cbec2eada0/content

Santos, S. T., & Viana, M. R. B. (2023). A atuação do psicólogo no poder judiciário:

Desafios e perspectivas a partir de uma revisão integrativa.

https://doi.org/10.55232/1087002.66 DOI: https://doi.org/10.55232/1087002.66

Silva, J. A. R. O. (2024). A síndrome de burnout: A doença do trabalho, suas

características e riscos à saúde do trabalhador. Revista do Tribunal Superior do

Trabalho, 90(1), 21–38. https://doi.org/10.70405/rtst.v90i1.26 DOI: https://doi.org/10.70405/rtst.v90i1.26

Silva, F. G. (2023). Proposta de uma prática de avaliação da saúde mental no contexto

do trabalho. Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

https://riut.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/33147/3/saudementalteoriaatividade_produto.p

df

Souza, É. P. (2024). Saúde mental em servidores públicos do Tribunal de Justiça da DOI: https://doi.org/10.55905/revconv.17n.7-154

Paraíba após pandemia de Covid-19 (101 p.) [Dissertação de Mestrado, Universidade

Estadual da Paraíba]. https://ppgps.uepb.edu.br/

Downloads

Publicado

2025-11-28

Como Citar

CONDIÇÕES, ORGANIZAÇÃO E RELAÇÕES SOCIOPROFISSIONAIS DOTRABALHO NA SAÚDE E BEM-ESTAR DE SERVIDORES: UMA REVISÃOBIBLIOGRÁFICA. (2025). Revista Multidisciplinar Do Nordeste Mineiro, 20(03), 1-17. https://doi.org/10.61164/q2mzgx67