ASSOCIAÇÃO ENTRE ANSIEDADE, ADIÇÃO POR ALIMENTOS E ATIVIDADE FÍSICA COM O CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.61164/5yyr0n70Palavras-chave:
alimentos ultraprocessados, Ansiedade, adição por alimentos, classificação NOVA, Estudantes universitáriosResumo
A classificação NOVA define alimentos ultraprocessados como formulações industriais com ingredientes artificiais, que promovem maior palatabilidade e vida útil. O consumo excessivo desses alimentos é associado a ganho de peso, ansiedade, e práticas alimentares não saudáveis em estudantes universitários. O objetivo do presente estudo foi compreender os fatores que influenciam o consumo de AUP de estudantes universitários, através da investigação da relação entre ansiedade, adição por alimentos e atividade física. Nesse estudo, foram apenas incluídos indivíduos adultos com idade entre 18 e 59 anos. Foram coletados dados sociais, antropométricos, ansiedade, adição por alimentos, atividade física, hábitos alimentares pelo questionário do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, e consumo alimentar pela ferramenta NOVA-AUP. Foram incluídos em nossas análises 100 estudantes, sendo 89% do sexo feminino, 54% classificados como suficientemente ativos, 45% com transtorno de ansiedade generalizada e 9% com adição por alimentos. Foi possível observar associações entre a ansiedade e a pontuação com a ferramenta NOVA-AUP (β = 1,20; IC95% = 0,17; 2,22; p = 0,02), hábitos alimentares e subgrupos de alimentos ultraprocessados. Também foram identificadas associações entre a adição por alimentos e a pontuação NOVA-AUP (β = 2,75; IC95% = 1,01; 4,50; p < 0,01), bem como subgrupos de alimentos ultraprocessados. Não foram observadas associações com o nível de atividade física. Assim, estratégias como educação nutricional baseadas em habilidades culinárias, aliado ao suporte psicológico parecem poder ajudar a reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e melhorar o bem-estar geral dos estudantes.
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