TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE: COOKIES ELABORADOS APARTIR DO COPRODUTO DO CAJU DO CARIRI
DOI:
https://doi.org/10.61164/agmm6238Resumo
A produção de caju é de grande importância econômica para o Nordeste do Brasil, com destaque para o estado do Ceará, que é o maior produtor de castanha de caju, um produto de relevância no comercio global. No entanto, uma grande parte da produção do pedúnculo do caju é desperdiçada, gerando resíduos que, sem um planejamento adequado, acabam sendo subutilizados ou direcionados para outros fins, como alimentação animal ou insumos agrícolas. Isso levanta a necessidade de práticas sustentáveis. O presente estudo teve como objetivo a obtenção de farinha a partir do coproduto do processamento do caju e sua aplicação em formulações de biscoitos. Foram elaboradas cinco formulações variando as proporções de farinha de caju: F1 (100% farina de trigo), F2 (50% trigo e 50% caju), F3 (100% aveia), F4 (50% aveia e 50% caju) e F5 (100% caju. Os resultados obtidos foram teor de cor padrão para forneamento formulação F4, a umidade variou de 8,88% a 11,20%, apresentando aumento proporcional à presença de caju, sem comprometer os limites estabelecidos pela legislação. Os teores de cinzas oscilaram entre 1,54% e 2,54%, com destaque para a F3, enquanto as formulações com caju (F2, F4 e F5) encontraram-se dentro dos limites de 2,5%. O pH das amostras variou de 4,81 a 8,35, sendo mais baixos nas formulações com maior teor de caju, refletindo o aumento da acidez, que variou de 0,37% a 4,21%. Pode-se concluir que utilização de farinha de coproduto de caju se mostra viável para o desenvolvimento de biscoitos, constituindo um produto com potencial de mercado, representando uma alternativa viável de aproveitamento do resíduo obtido da indústria local, agregando valor aos produtos.
Palavra chave: Anacardium; Resíduo; Sustentabilidade.
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