TÉCNICAS DE INSTRUMENTAÇÃO MANUAL VERSUS ROTATÓRIA: UMA REVISÃO SOBRE EFICIÊNCIA E SEGURANÇA ENDODÔNTICA

Autores

  • Henrique Sarmento Queiroga UNIFSM Centro Universitário Santa Maria
  • Cláudia Batista Vieira de Lima Centro Universitário Santa Maria, Brasil
  • Ricardo Erton de Melo Pereira Centro Universitário Santa Maria, Brasil
  • Kyara Deyse de Souza Centro Universitário Santa Maria, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.61164/2x91es45

Palavras-chave:

Endodontia, Preparo de canal radicular, recipocrante, automação

Resumo

O preparo biomecânico dos canais radiculares é uma etapa fundamental do tratamento endodôntico, pois influencia diretamente a remoção de tecidos contaminados, a redução da carga microbiana e a manutenção da anatomia original do canal. Tradicionalmente, a instrumentação manual tem sido amplamente utilizada, porém apresenta limitações como maior tempo clínico, risco de transporte apical e maior fadiga operatorial. Com o desenvolvimento das limas de níquel-titânio (NiTi) e dos sistemas automatizados, a instrumentação rotatória passou a oferecer maior segurança, padronização e eficiência.Objetivo: Comparar as técnicas de instrumentação manual e rotatória quanto à eficiência operatória e segurança no preparo dos canais radiculares. Metodologia: Foi conduzida uma revisão integrativa em bases de dados (PubMed, SciELO e BVS) abrangendo publicações entre 2014 e 2024. Utilizaram-se combinações de descritores em português e inglês relacionados à endodontia, preparo de canal, sistemas rotatórios e reciprocantes. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 6 artigos foram selecionados para análise final. Resultados: Os estudos mostraram que a instrumentação rotatória reduz o tempo operatório, apresenta menor variabilidade de preparo e maior capacidade de manutenção da centralização do canal em comparação à instrumentação manual. Sistemas de NiTi com tratamento térmico demonstraram maior resistência à fadiga e menor força de inserção. Não foram identificadas diferenças significativas quanto à formação de defeitos dentinários em alguns sistemas analisados. Conclusão: A instrumentação rotatória mostrou-se mais eficiente e segura que a instrumentação manual, proporcionando melhor padronização, menor risco de erros operatórios e maior previsibilidade clínica. Entretanto, a escolha da técnica deve considerar a experiência do profissional, a anatomia do canal e as características do caso clínico

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ZUOLO, M. L. et al. Reintervenção

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Publicado

2025-12-15

Como Citar

TÉCNICAS DE INSTRUMENTAÇÃO MANUAL VERSUS ROTATÓRIA: UMA REVISÃO SOBRE EFICIÊNCIA E SEGURANÇA ENDODÔNTICA. (2025). Revista Multidisciplinar Do Nordeste Mineiro, 21(03), 1-17. https://doi.org/10.61164/2x91es45