CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE NAS ORGANIZAÇÕES DE SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.61164/1vry0128Palavras-chave:
Segurança do paciente, Cultura de segurança, Qualidade em saúdeResumo
A segurança do paciente é definida como a redução, a um nível mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado em saúde, constituindo um elemento central da qualidade assistencial. Nesse contexto, a cultura de segurança do paciente corresponde ao conjunto de valores, atitudes, competências e padrões de comportamento compartilhados por profissionais, que influenciam diretamente a forma como os riscos são reconhecidos e gerenciados nas organizações de saúde. Apesar dos avanços normativos e institucionais, os eventos adversos permanecem frequentes no ambiente hospitalar, evidenciando desafios persistentes para a consolidação de práticas seguras. Identificar na literatura, como se configura a cultura de segurança do paciente nas organizações de saúde. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre fevereiro e abril de 2022. A busca foi conduzida nas bases PubMed, Scopus, LILACS, Embase, Web of Science e Google Scholar, utilizando descritores relacionados à segurança do paciente, cultura de segurança e instituições de saúde. Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos, nos idiomas português e inglês, com relação direta ao tema. A seleção foi realizada por dois revisores independentes, com gerenciamento das referências no software Zotero e apresentação do processo conforme as recomendações PRISMA. Foram incluídos 12 estudos, todos desenvolvidos no Brasil, com publicações entre 2013 e 2021. Predominaram fragilidades na cultura de segurança do paciente, especialmente nas dimensões relacionadas à notificação de eventos adversos, percepção de segurança, feedback e comunicação sobre erros e resposta não punitiva. O trabalho em equipe dentro das unidades destacou-se como dimensão relativamente fortalecida em alguns contextos. A cultura de segurança do paciente mostrou-se predominantemente fragilizada, indicando a necessidade de fortalecimento dos modelos gerenciais, incentivo a práticas não punitivas, uso de instrumentos avaliativos e ampliação de estratégias de capacitação continuada.
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