FITOTERÁPICOS E DESEMPENHO MUSCULAR: EVIDÊNCIAS RECENTES SOBRE GANHO DE MASSA E TESTOSTERONA EM HOMENS ATIVOS
DOI:
https://doi.org/10.61164/e496na03Palavras-chave:
Desempenho Esportivo , Medicamentos Fitoterápicos , Nutrição no Esporte , TestosteronaResumo
O uso de fitoterápicos como alternativa natural aos esteroides anabolizantes tem ganhado destaque no campo da nutrição esportiva, sendo impulsionado pela busca da melhora do desempenho físico e da composição corporal. No entanto, a eficácia e a segurança do uso dessas substâncias ainda necessitam de comprovação científica consistente. Este estudo teve como objetivo revisar as recentes evidências sobre os principais fitoterápicos comercializados visando o aumento da testosterona e da massa muscular, sendo eles Tribulus terrestres, Eurycoma longifólia, Withania somnifera, Mucuna pruriens, Fadogia agrestis e Bulbine natalenses. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura realizada nas bases de dados “PubMed”, “Scopus”, “Web of Science” e “Google Acadêmico”. Foram selecionados 11 artigos, tanto em inglês quanto em português, considerando estudos do período entre janeiro de 2020 a outubro de 2025, com amostras compostas por homens jovens, saudáveis e fisicamente ativos. Os resultados indicaram que a Withania somnifera apresentou os efeitos mais consistentes, como redução do cortisol, melhora da força e da recuperação muscular, mas sem aumento significativo da testosterona. A Eurycoma longifólia demonstrou benefícios em relação ao bem-estar e o estresse, mas sem impacto hormonal relevante. Já Tribulus terrestres, Mucuna pruriens, Fadogia agrestis e Bulbine natalenses apresentaram eficácia limitada e riscos potenciais de toxicidade hepática e renal. Conclui-se que os estudos atuais ainda são bem limitados, não apresentando resultados significativos sobre o aumento da testosterona e ganho de massa muscular. Sendo assim, o uso dessas substâncias deve ser realizado com cautela e sob orientação profissional
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