CHATGPT E FERRAMENTAS DE IA NA SALA DE AULA: COMO INTEGRAR SEM SUBSTITUIR O PENSAMENTO CRÍTICO?
DOI:
https://doi.org/10.61164/erddwg72Palavras-chave:
Inteligência artificial; ChatGPT; Educação; Pensamento crítico; Tecnologias digitais.Resumo
O avanço acelerado das tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, tem transformado de maneira significativa os ambientes educacionais, suscitando debates urgentes acerca da sua integração pedagógica. Este artigo busca analisar criticamente as potencialidades e os riscos do uso de ferramentas de IA generativa no contexto escolar, especialmente no que tange à preservação e promoção do pensamento crítico entre estudantes. Embora essas tecnologias ofereçam inúmeras possibilidades para personalização da aprendizagem, automação de tarefas e ampliação do acesso ao conhecimento, há uma crescente preocupação com sua utilização acrítica, que pode comprometer o desenvolvimento da autonomia intelectual, da reflexão ética e da criatividade. A partir de uma revisão bibliográfica que contempla autores como Selwyn (2021), Williamson (2022), Luckin (2023), Holmes (2021), Zawacki-Richter (2020), Knox (2023), Perrotta (2024) e Wang (2025), discute-se o papel do professor na mediação dessas tecnologias e na construção de estratégias pedagógicas que valorizem a autoria, a investigação e o julgamento reflexivo. Argumenta-se que a simples adoção de ferramentas de IA sem uma intencionalidade crítica e formativa pode gerar dependência tecnológica, esvaziar o sentido educativo da escrita e limitar a diversidade cognitiva. Defende-se, assim, que a IA seja incorporada à prática pedagógica como aliada na construção de aprendizagens significativas, desde que ancorada em princípios éticos, críticos e democráticos. Ao final, o artigo aponta direções para estudos futuros e sugere a elaboração de políticas públicas, formação docente continuada e currículos atualizados que favoreçam uma educação digital crítica e consciente.
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Referências
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