LINGUAGEM E DIDÁTICA AMAZÔNICA: ENTRE A COLONIALIDADE E A RESISTÊNCIA CULTURAL (ABORDAGENS)
DOI:
https://doi.org/10.66104/kgzxsq57Palavras-chave:
: Ensino de Língua Inglesa; Amazônia; Discurso Colonial; Educação Decolonial; Representação Cultural.Resumo
O estudo aborda as condições de produção e os sentidos atribuídos ao ensino de língua inglesa na região amazônica, destacando a influência de uma lógica colonial e padronizadora na elaboração dos livros didáticos utilizados na educação pública. Obras frequentemente produzidas por editoras do Sudeste do país, refletem a visão excludente que silencia as realidades e potencialidades locais e promove a narrativa exótica, mercantilizada e alienada da cultura amazônica. A análise aponta para o silenciamento discursivo das populações ribeirinhas, indígenas e urbanas periféricas, cujas identidades e subjetividades são ignoradas na construção dos conteúdos e reforça a hierarquia de lugares e competências. Além disso, os materiais apontam para estereótipos e apropriações simplificadas da biodiversidade e dos saberes tradicionais, vinculando a Amazônia a imagem de preservação passiva e de recursos a serem explorados por interesses externos, ao mesmo tempo, em que excluem o protagonismo científico e técnico local. Nesse contexto, o texto evidencia a necessidade para uma pedagogia decolonial capaz de desconstruir esses discursos e promover a valorização da diversidade cultural e linguística, fomentando uma educação que dialogue com as realidades regionais e potencialize a autonomia dos estudantes. O papel do professor surge como mediador crítico, capaz de transformar o material oficial e estimular a expressão do sujeito amazônico na promoção da língua inglesa que seja ferramenta de resistência, afirmação cultural e fortalecimento das identidades locais.
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