EFEITO DA TOXINA BOTULÍNICA TIPO A NA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS CLÍNICAS E POSSÍVEIS MECANISMOS NEUROBIOLÓGICOS
DOI:
https://doi.org/10.66104/2a6v1q80Palavras-chave:
Toxina botulínica; depressão; sintomas depressivos; glabela; feedback facialResumo
A depressão é uma condição psiquiátrica de elevada prevalência e impacto funcional, cuja resposta aos tratamentos convencionais nem sempre é satisfatória. Nesse contexto, a toxina botulínica tipo A tem sido investigada como uma estratégia terapêutica adjuvante no manejo da depressão. O objetivo desta revisão narrativa foi analisar as evidências clínicas e os possíveis mecanismos neurobiológicos relacionados ao uso da toxina botulínica tipo A no tratamento da depressão. Realizou-se uma busca nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e SciELO, priorizando estudos publicados nos últimos dez anos. Os achados indicam que a aplicação da toxina, especialmente na região glabelar, está associada à redução dos sintomas depressivos, possivelmente relacionada à modulação da expressão facial de emoções negativas e à teoria da retroalimentação facial. Conclui-se que a toxina botulínica tipo A apresenta potencial como terapia adjuvante, embora sejam necessárias mais pesquisas para consolidar sua eficácia e aplicabilidade clínica.
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