EFEITO DA TOXINA BOTULÍNICA TIPO A NA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS CLÍNICAS E POSSÍVEIS MECANISMOS NEUROBIOLÓGICOS

Autores

  • Antônio Marcolino Ferreira Segundo Cirurgião-Dentista, Pós Graduado em Harmonização Orofacial, Instituto Orofacial das Américas – IOA Teresina, Brasil
  • Me. Maurício de Sousa Carvalho Reis Mestre, Instituto Orofacial das Américas – IOA Teresina, Brasil
  • Lilian Abreu Sousa Lopes Pós-Graduada em Harmonização Orofacial, Instituto Orofacial das Américas – IOA Teresina, Brasil
  • Dra. Ludmila Tolstenko Nogueira Doutora em Ciências Morfológicas Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Aniele Carvalho Lacerda Doutora em Clínica Odontológica - Faculdade de Odontologia de Piracicaba-FOP-Unicamp.
  • Dra. Luciana Tolstenko Nogueira Doutora em Clínicas Odontológicas - Faculdade São Leopoldo Mandic
  • Kerolayny Lessa de Carvalho Lopes Pós-Graduada em Harmonização Orofacial, Instituto Orofacial das Américas – IOA Teresina, Brasil
  • Maria Eduarda Mousinho Silva Rodrigues Pós-Graduada em Harmonização Orofacial, Instituto Orofacial das Américas – IOA Teresina, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.66104/2a6v1q80

Palavras-chave:

Toxina botulínica; depressão; sintomas depressivos; glabela; feedback facial

Resumo

A depressão é uma condição psiquiátrica de elevada prevalência e impacto funcional, cuja resposta aos tratamentos convencionais nem sempre é satisfatória. Nesse contexto, a toxina botulínica tipo A tem sido investigada como uma estratégia terapêutica adjuvante no manejo da depressão. O objetivo desta revisão narrativa foi analisar as evidências clínicas e os possíveis mecanismos neurobiológicos relacionados ao uso da toxina botulínica tipo A no tratamento da depressão. Realizou-se uma busca nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e SciELO, priorizando estudos publicados nos últimos dez anos. Os achados indicam que a aplicação da toxina, especialmente na região glabelar, está associada à redução dos sintomas depressivos, possivelmente relacionada à modulação da expressão facial de emoções negativas e à teoria da retroalimentação facial. Conclui-se que a toxina botulínica tipo A apresenta potencial como terapia adjuvante, embora sejam necessárias mais pesquisas para consolidar sua eficácia e aplicabilidade clínica.

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Publicado

2026-03-18

Como Citar

EFEITO DA TOXINA BOTULÍNICA TIPO A NA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS CLÍNICAS E POSSÍVEIS MECANISMOS NEUROBIOLÓGICOS. (2026). REMUNOM, 13(03), 1-14. https://doi.org/10.66104/2a6v1q80