APRENDIZAGEM ATIVA E DESENVOLVIMENTO DO RACIOCÍNIO CLÍNICO: CONTRIBUIÇÕES E LIMITES NAS ESCOLAS MÉDICAS BRASILEIRAS
DOI:
https://doi.org/10.66104/xrwva480Palavras-chave:
Aprendizagem ativa, Educação médica, Raciocínio clínico, Metodologias ativas, Formação médicaResumo
O desenvolvimento do raciocínio clínico constitui uma das competências centrais na formação médica contemporânea, exigindo integração entre conhecimentos biomédicos, habilidades clínicas e tomada de decisão fundamentada. Nesse contexto, as metodologias ativas de aprendizagem têm sido amplamente incorporadas aos currículos das escolas médicas brasileiras como estratégia para promover protagonismo discente e articulação entre teoria e prática. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão narrativa de abordagem qualitativa, a produção científica brasileira acerca da relação entre metodologias ativas e desenvolvimento do raciocínio clínico. A busca foi realizada nas bases SciELO e LILACS, contemplando publicações entre 2015 e 2025. Os resultados evidenciaram que estratégias como Aprendizagem Baseada em Problemas, discussões estruturadas de casos clínicos, simulação e avaliação formativa são descritas como indutoras do pensamento clínico. Entretanto, identificaram-se limites relacionados à ausência de intencionalidade curricular explícita, fragilidades na formação pedagógica docente e incoerências entre ensino e avaliação. Conclui-se que as metodologias ativas apresentam potencial significativo para o desenvolvimento do raciocínio clínico, desde que articuladas a mediação docente qualificada, feedback estruturado e organização curricular progressiva. A consolidação dessa competência requer coerência sistêmica entre currículo, prática pedagógica e avaliação.
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