PRODUÇÃO ESCRITA EM LÍNGUA INGLESA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA: REFLEXÕES SOBRE O USO DO CHATGPT COM GRADUANDOS DE LETRAS EM MAUÉS/AMAZONAS
DOI:
https://doi.org/10.66104/ca9ab322Palavras-chave:
inteligência artificial generativa, produção escrita em língua inglesa, aprendizagem ativa, ensino superior, educação no AmazonasResumo
Este trabalho apresenta um estudo de caso com graduandos do curso de Letras - Língua Inglesa Mediado por Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no município de Maués (AM), durante a disciplina Produção Escrita em Língua Inglesa. Embora o objetivo da disciplina não previsse o uso de Inteligência Artificial (IA), a proposta foi de integrá-la como recurso complementar para apoiar a produção acadêmica em inglês. O estudo busca refletir sobre como a IA generativa pode influenciar a aprendizagem, estimulando o pensamento crítico e aprimorando competências de escrita, articulando essa prática ao conceito de World English (Crystal, 2004). A pesquisa, de abordagem qualitativa, configura-se como estudo de caso (Gil, 2008), exploratório e descritivo. O percurso metodológico envolveu as seguintes etapas: (1) escrita inicial; (2) aplicação de IA para correção; e (3) uso de IA para aprimoramento de textos. Depoimentos, produções escritas e observações docentes permitiram analisar mudanças de postura e percepções dos alunos. O desenho metodológico incorporou elementos do Technology Acceptance Model (TAM) e do active learning, incentivando o uso crítico da IA. Os resultados indicam que os graduandos reconheceram repertórios e limitações, compreendendo a IA como instrumento para fortalecer a escrita, ampliar a consciência linguística e integrar-se à rede global de comunicação, mesmo em contextos amazônicos.
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