FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO PARA DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM CAPITAIS NORDESTINAS COM DESIGUALDADES SOCIOECONÔMICAS E DE SAÚDE.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.66104/91cdwm02

Palavras-chave:

capitais nordestinas, Doenças Crônicas, Hábitos de vida

Resumo

As doenças crônicas não transmissíveis têm apresentado ao longo do tempo um aumento significativo em suas prevalências, entre diversos grupos etários e responsável por elevada morbimortalidade. O objetivo desta pesquisa foi analisar a prevalência dos fatores de risco e de proteção para as doenças crônicas não transmissíveis na população adulta. Trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva, retrospectiva,  a partir de dados coletados no Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis por Inquérito Telefônico. Para as duas capitais analisadas, foram considerados elegíveis 1.598 indivíduos, sendo 50,1% do município de Teresina (capital do Estado do Piauí) e 48,9% do município de São Luís (capital do Estado do Maranhão). Em Teresina, foram encontradas maior ocorrência de tabagismo 9,8% e consumo de alimentos minimamente processados 33% e feijão 61,8% entre homens. Já em mulheres, frequência elevada em fumo passivo 9,3% e obesidade 21,7% e inatividade física 13%, maior ingestão de frutas 33% e atividade física para o deslocamento 13,5%. O sobrepeso teve prevalência acima de 50% tanto em Teresina quanto em São Luís. Especificamente em São Luís, maiores prevalência  em consumo de alimentos ultraprocessados 20%, refrigerantes 14%, atividade física em tempo livre 51,8%. Quanto aos fatores de risco, os homens de ambas localidades apresentaram maiores exposição para o desenvolvimento das DCNT, o que remete ao cuidado mais especifico para este grupo populacional, independente da localidade, com ações especifica de promoção e acesso a saúde, e estímulo ao autocuidado. Quanto aos fatores de proteção,  os dados foram muitos próximos nas capitais avaliadas, discretamente maior entre as mulheres, no que se refere aos hábitos alimentares mais saudáveis e nos homens a atividade física mais regular.

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Biografia do Autor

  • Kelly Horrana Mota Gomes, Universidade Federal do Piauí

    Discente de Graduação em Nutrição (Universidade Federal do Piauí)

  • Jose Jenivaldo de Melo irmao Melo Irmão, Instituto Federal de Alagoas, Campus Marechal Deodoro. (IFAL/MD)

    Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Docente e Pesquisador do Instituto Federal de Alagoas

  • Lucicleide Josefa Bezerra, Universidade Federal do Piauí

    Nutricionista, especialista em  em Saúde da Família e Comunidade- Universidade Federal do Piauí

  • Andrea Gomes Santana de Melo, Universidade Federal do Piauí/ campus Senador Helvídeo Nunes de Barros

    Doutora e Mestre em Saúde e Ambiente. Docente e Pesquisadora da Universidade Federal do Piauí (CSHNB)

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Publicado

2026-04-21

Como Citar

FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO PARA DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM CAPITAIS NORDESTINAS COM DESIGUALDADES SOCIOECONÔMICAS E DE SAÚDE. (2026). REMUNOM, 13(07), 1-21. https://doi.org/10.66104/91cdwm02