MODELO ASSISTENCIAL MULTIPROFISSIONAL DO CENTRO DE ATENÇÃO PSSICOSOCIAL PARA USUARIOS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS (CAPS AD) E SUA ARTICULAÇÃO COM A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF): EFEITOS SOBRE O RISCO DE SUICÍDIO, COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS E DESCONTINUIDADE TERAPÊUTICA EM USUÁRIOS COM TRANSTORNOS POR USO DE SUBSTÂNCIAS
DOI:
https://doi.org/10.66104/qd2pyb35Palavras-chave:
Centros de Atenção Psicossocial, Estratégia Saúde da Família, Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias, Suicídio, Assistência Integral à SaúdeResumo
Introdução: O manejo de usuários com transtornos por uso de substâncias (TUS) demanda uma rede articulada que supere o modelo biomédico tradicional, integrando o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD) e a Estratégia Saúde da Família (ESF). Objetivo: Analisar os efeitos do modelo assistencial multiprofissional do CAPS AD e sua articulação com a ESF sobre o risco de suicídio, a prevalência de comorbidades psiquiátricas e a descontinuidade terapêutica em usuários com TUS. Metodologia: Revisão integrativa da literatura baseada no framework de Whittemore e Knafl, com busca em bases como BVS, PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo o período de 2020 a 2026. A amostra final consistiu em 32 estudos selecionados via protocolo PRISMA. Resultados: A articulação ocorre primordialmente pelo matriciamento, reduzindo o estigma e as tentativas de autoextermínio em até 30% através da vigilância compartilhada. Identificou-se que o diagnóstico dual é prevalente (>60%) e que a busca ativa na atenção primária é essencial para reduzir o absenteísmo e a descontinuidade terapêutica. Considerações Finais: A integração CAPS AD/ESF é o alicerce para a eficácia da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O sucesso clínico depende da porosidade da rede e da superação de modelos proibicionistas, sendo vital o financiamento adequado e a educação permanente das equipes.
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