CRITÉRIOS CONSTITUCIONAIS ELEMENTARES DA AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA COMO INSTRUMENTOS DE EFICÁCIA NA GARANTIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DO ACUSADO
DOI:
https://doi.org/10.66104/2nzmxa08Palavras-chave:
CRITÉRIOS CONSTITUCIONAIS ELEMENTARES DA AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA COMO INSTRUMENTOS DE EFICÁCIA NA GARANTIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DO ACUSADOResumo
A audiência de custódia constitui um importante instrumento jurídico voltado à proteção dos direitos fundamentais no âmbito do processo penal brasileiro. Esse mecanismo assegura que toda pessoa presa seja apresentada à autoridade judicial em curto prazo, permitindo a verificação da legalidade da prisão e das circunstâncias em que ocorreu a detenção. A presente pesquisa tem como objetivo analisar os critérios constitucionais elementares da audiência de custódia como instrumento de eficácia na garantia dos direitos fundamentais do acusado. Para isso, adotou-se como metodologia a revisão de literatura, com base na análise de livros, artigos científicos, dissertações, relatórios institucionais e normas jurídicas relacionadas ao tema. Os resultados evidenciam que a audiência de custódia contribui para o controle judicial da prisão, para a prevenção de abusos estatais e para a racionalização do uso da prisão preventiva, além de reforçar princípios como a dignidade da pessoa humana, o devido processo legal e a presunção de inocência. Conclui-se que esse instituto representa avanço relevante na promoção de um processo penal mais garantista e alinhado aos princípios constitucionais.
Downloads
Referências
AMADO, Marco Aurélio Nascimento; ATAÍDE, Débora. Audiência de custódia: interpretação da Resolução 213/2015 do CNJ. Revista do Ministério Público da Bahia, Salvador, v. 10, n. 2, p. 1-20, 2020. Disponível em: https://www.mpba.mp.br/sites/default/files/biblioteca/criminal/artigos/diversos/audiencia_de_custodia_-_interpretando_o_artigo_8o_viii_e_paragrafo_1o_da_resolucao_213_15_do_cnj_-_marco_aurelio_nascimento_amado_e_debora_ataide.pdf. Acesso em: 20/02/2026.
ANDRADE, Mauro Fonseca; ALFLEN, Pablo Rodrigo. Audiência de custódia no processo penal brasileiro. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2015. Disponível em: https://www.fmp.edu.br/downloads/e-books/e-Book-AUDIENCIA_DE_CUSTODIA.pdf. Acesso em: 20/02/2026.
ÁVILA, Gustavo Noronha de. Audiências de custódia e conexão com a efetivação dos direitos fundamentais. Revista Jurídica da Presidência, Brasília, v. 26, n. 1, p. 1-20, 2024. Disponível em: https://revistajuridica.presidencia.gov.br/index.php/saj/article/view/1558. Acesso em: 20/02/2026.
AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli de. Audiência de custódia e sistema de justiça criminal. Brasília: Ministério da Justiça, 2017. Disponível em: https://dspace.mj.gov.br. Acesso em: 20/02/2026.
BRASIL. Código de Processo Penal (Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941). Brasília: Presidência da República, 1941. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm. Acesso em: 20/02/2026.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 20/02/2026.
BRASIL. Decreto nº 592, de 6 de julho de 1992. Promulga o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.Brasília: Presidência da República, 1992. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d0592.htm. Acesso em: 20/02/2026.
BRASIL. Decreto nº 678, de 6 de novembro de 1992. Promulga a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica). Brasília: Presidência da República, 1992. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d0678.htm. Acesso em: 20/02/2026.
CHAGAS, Lucas Silva. A inefetividade das audiências de custódia no sistema penal brasileiro. Revista Eletrônica de Estudos do Direito, v. 14, n. 2, p. 1-20, 2025. Disponível em: https://reedrevista.org/reed/article/download/927/526. Acesso em: 20/02/2026.
COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Relatório sobre o uso da prisão preventiva nas Américas. Washington, DC: OEA, 2013. Disponível em: https://www.oas.org. Acesso em: 20/02/2026.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Audiência de custódia. Brasília: CNJ, 2016. Disponível em: https://bibliotecadigital.cnj.jus.br/jspui/handle/123456789/272. Acesso em: 20/02/2026.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Manual jurídico de tomada de decisão na audiência de custódia. Brasília: CNJ, 2020. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2020/10/Manual_juridico_aud.custodia-2-web.pdf. Acesso em: 20/02/2026.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Resolução nº 213, de 15 de dezembro de 2015. Dispõe sobre a apresentação da pessoa presa à autoridade judicial no prazo de 24 horas. Brasília: CNJ, 2015. Disponível em: https://atos.cnj.jus.br/files/resolucao_213_15122015_22032019145102.pdf. Acesso em: 20/02/2026.
COSTA, Larissa Pereira. Audiência de custódia e combate à prisão ilegal. 2020. Monografia (Graduação em Direito) — Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br. Acesso em: 20/02/2026.
FERREIRA, Ricardo Duarte. Controle judicial da prisão em flagrante e audiência de custódia. 2021. Tese (Doutorado em Direito) — Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021. Disponível em: https://teses.usp.br. Acesso em: 20/02/2026.
LARA, Otávio Bittencourt. Audiência de custódia e o princípio da presunção de inocência no processo penal brasileiro. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 1, p. 1-15, 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/download/10357/4761/18336. Acesso em: 20/02/2026.
LOPES JUNIOR, Aury; PAIVA, Caio. Audiência de custódia e a imediata apresentação do preso ao juiz: rumo à evolução civilizatória do processo penal. São Paulo: IBCCRIM, 2014. Disponível em: https://www.ibccrim.org.br. Acesso em: 20/02/2026.
MESQUITA, Ítalo Diniz Silva. A audiência de custódia como direito humano fundamental no processo penal brasileiro. Revista Direitos Humanos e Efetividade, Brasília, v. 1, n. 2, p. 1-20, 2015. Disponível em: https://indexlaw.org/index.php/revistadhe/article/view/113. Acesso em: 20/02/2026.
MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS. Manual prático da audiência de custódia. Belo Horizonte: MPMG, 2024. Disponível em: https://memoriadigital.mpmg.mp.br/wp-content/uploads/tainacan-items/4829/99507/42_Manual-Pratico-da-Audiencia-de-Custodia-CAOCRIM.pdf. Acesso em: 20/02/2026.
MORAES, Marco Antonio Santos. Audiência de custódia: motivação decisória e encarceramento provisório indevido. 2018. 79 f. Monografia (Graduação em Direito) — Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/25903/1/MARCO%20ANTONIO%20SANTOS%20MORAES.pdf. Acesso em: 20/02/2026.
ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS. Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica). San José: OEA, 1969. Disponível em: https://www.oas.org. Acesso em: 20/02/2026.
PAIVA, Caio. Audiência de custódia e o processo penal brasileiro. Florianópolis: Empório do Direito, 2015. Disponível em: https://emporiododireito.com.br. Acesso em: 20/02/2026.
PRADO, Ana Raquel Matos. Audiências de custódia no Brasil: a prática em debate. 2022. Dissertação (Mestrado em Direito) — Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/35784/3/audiencias-de-custodia-no-Brasil-RI.pdf. Acesso em: 20/02/2026.
PRUDENTE, Neemias Moretti. Audiência de custódia: fundamentos constitucionais e processuais. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016. Disponível em: https://www.rtonline.com.br. Acesso em: 20/02/2026.
SILVA, João Paulo. Audiência de custódia e direitos fundamentais no processo penal brasileiro. 2019. Dissertação (Mestrado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2019. Disponível em: https://repositorio.unb.br. Acesso em: 20/02/2026.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Marcela Valente Elias, Lizandra Sabóia Pereira, Paulo Eduardo Queiroz da Costa

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista, desde que adpatado ao template do repositório em questão;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores são responsáveis por inserir corretamente seus dados, incluindo nome, palavras-chave, resumos e demais informações, definindo assim a forma como desejam ser citados. Dessa forma, o corpo editorial da revista não se responsabiliza por eventuais erros ou inconsistências nesses registros.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Obs: todo o conteúdo do trabalho é de responsabilidade do autor e orientador.
