MODULAÇÃO FARMACOLÓGICA E NÃO FARMACOLÓGICA DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA PERI-IMPLANTAR EM PACIENTES DIABÉTICOS TIPO II COM HISTÓRIA DE PERIDONTITE: REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.66104/vgvn3456Palavras-chave:
Biomarcadores Farmacológicos; Implantes dentários; Inflamação; Peri-implantite; Diabetes Mellitus.Resumo
Objetivo: Analisar as evidências científicas disponíveis sobre as estratégias farmacológicas e não farmacológicas empregadas na modulação da resposta inflamatória peri-implantar em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo II com histórico de periodontite, identificando as abordagens terapêuticas mais eficazes para a redução do risco de peri-implantite e o aumento das taxas de sucesso dos implantes osseointegrados nessa população de maior vulnerabilidade biológica. Metodologia: A revisão foi conduzida seguindo as diretrizes PRISMA, com buscas sistemáticas nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Cochrane Library, Scopus e Web of Science, abrangendo publicações dos últimos dez anos. Os descritores utilizados incluíram termos relacionados a implantes dentários, diabetes tipo II, periodontite, inflamação peri-implantar e modulação imunológica. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, estudos de coorte e revisões clínicas que avaliaram desfechos como perda óssea marginal, profundidade de sondagem, índice de sangramento e marcadores inflamatórios locais e sistêmicos, como interleucina-1β, TNF-α e proteína C-reativa. Resultados: As estratégias farmacológicas mais investigadas incluíram o uso de antibioticoterapia adjuvante, antissépticos locais à base de clorexidina, doxiciclina em subdose como agente modulador da metaloproteinase de matriz e anti-inflamatórios não esteroidais. Entre as abordagens não farmacológicas, destacaram-se o controle glicêmico rigoroso, a laserterapia de baixa intensidade, o uso de probióticos e o protocolo intensivo de higiene peri-implantar. A combinação de controle metabólico adequado com descontaminação mecânica demonstrou os melhores desfechos clínicos, com redução significativa dos níveis de citocinas pró-inflamatórias e menor taxa de perda óssea marginal. Conclusão: A modulação eficaz da resposta inflamatória peri-implantar em diabéticos tipo II com histórico de periodontite requer uma abordagem multidisciplinar e individualizada. O controle glicêmico representa o pilar central do tratamento, potencializado por intervenções farmacológicas e não farmacológicas adjuvantes. Protocolos de manutenção peri-implantar rigorosos e personalizados são indispensáveis para a longevidade dos implantes nessa população de alto risco.
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Referências
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