FORÇA DE PREENSÃO PALMAR MEDIDA PELA MEDIANA E FATORES ASSOCIADOS EM PESSOAS IDOSAS RESIDENTES EM COMUNIDADE
DOI:
https://doi.org/10.66104/s32vvz33Palavras-chave:
Pessoa Idosa, Força da mão , força muscular, saúde pública, Estado FuncionalResumo
Objetivo: Caracterizar a distribuição da força de preensão palmar e fatores associados em pessoas idosas residentes em comunidade em uma capital do Nordeste brasileiro. Metodologia: Trata-se de um estudo de corte transversal, desenvolvido junto a 85 pessoas idosas, que utilizou a dinamometria manual (Jamar®) como marcador de funcionalidade, adotando pontos de corte pelas medianas de cada sexo (31 kgf para homens e 20,5 kgf para mulheres). Resultados: Os resultados sugerem que, embora a FPP estivesse acima da mediana na maioria da população estudada (64,7%), um percentual expressivo de 35,3% apresentou força reduzida. O declínio da força sugeriu associação significativa com determinantes sociodemográficos: o sexo feminino (p < 0,01), o estado civil solteiro (p = 0,048) e a baixa renda familiar (p = 0,03). Observou-se que a força reduzida foi prevalente entre mulheres (83,3%) e indivíduos com renda de até R$ 1.518,00 (70%), enquanto homens e pessoas idosas casadas concentraram os índices de força acima da mediana. Variáveis clínicas e de estilo de vida, como polifarmácia, comorbidades e nível de atividade física, não apresentaram associação conclusiva, embora o estado nutricional normal tenha demonstrado uma tendência à força acima da mediana. Conclusão: A FPP pode sofrer influência de fatores sociais e biológicos, tendo concentração significativa de variáveis socioeconômicas como fatores que impactam na reserva funcional. Tais achados reforçam a importância da FPP como ferramenta de rastreio precoce na atenção primária para subsidiar ações que visem retardar o declínio funcional e promover a independência no envelhecimento.
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