GEOGRAFIA DA AVALIAÇÃO DIFERENCIAL: CARTOGRAFIA E LINHAS DE FUGA NO ENSINO DE CANTO CORAL EM INSTITUTO FEDERAL
DOI:
https://doi.org/10.66104/n6w4m224Palavras-chave:
Avaliação diferencial; Ensino de canto coral; Cartografia; Linhas de fuga; Filosofia da diferença.Resumo
O presente artigo investiga a avaliação no ensino de canto coral no Instituto Federal do Ceará (IFCE), Campus Crateús, a partir da perspectiva da geografia da avaliação diferencial, fundamentada na filosofia da diferença de Gilles Deleuze. O estudo parte da crítica aos modelos avaliativos normativos e hierárquicos, que tendem a negligenciar as singularidades dos processos formativos em música. Nesse sentido, tem como objetivo cartografar a manifestação das linhas de fuga nas práticas pedagógicas do ensino de canto coral, evidenciando como tais linhas contribuem para a ressignificação da avaliação. Metodologicamente, adotou-se a abordagem quadripolar, articulando os polos ontológico, epistemológico, teórico, morfológico e técnico, tendo a cartografia deleuzeana como método de investigação. A análise fundamenta-se em dados provenientes da experiência do coro cênico Karatis, descrita por Holanda (2020), e no mapeamento de cinco forças avaliativas: hábito, memória, desejo, saber e valor. Os resultados indicam que a avaliação, quando compreendida como campo de forças, desloca-se de uma lógica de mensuração para uma prática processual, ética e estética, orientada pela produção de singularidades e pela intensificação da potência de
vida. Conclui-se que a geografia da avaliação diferencial oferece um referencial teórico-metodológico potente para repensar a avaliação na educação musical, ao privilegiar processos de criação, experimentação e devir no ensino de canto coral.
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