Práticas Pedagógicas para o Desenvolvimento do Pensamento Espacial e daMotricidade Fina na Educação Infantil: Estudo do caso do Centro InfantilInstituto Criança e Centro Infantil Viveiro de Nampula
DOI:
https://doi.org/10.66104/jcfy8v38Palavras-chave:
acesso à justiça, direitos fundamentais, efetividade jurisdicional, sistema judicial.Resumo
O desenvolvimento do pensamento espacial e da motricidade fina constitui um dos pilares fundamentais da aprendizagem na Educação Infantil, sendo determinante para a aquisição de competências cognitivas, motoras e sociais que sustentam o processo de letramento, a resolução de problemas e a compreensão do espaço físico e social pelas crianças. Essas competências permitem que a criança organize o seu corpo no espaço, manipule objectos com precisão e construa noções básicas de forma, tamanho, posição e direcção, essenciais para o seu desenvolvimento integral. Este estudo tem como objectivo analisar como as práticas pedagógicas adoptadas no Centro Infantil Instituto Criança e no Centro Infantil Viveiro de Nampula contribuem para o desenvolvimento do pensamento espacial e da motricidade fina nas crianças da Educação Infantil. Em termos metodológicos, a pesquisa adoptou uma abordagem qualitativa, recorrendo às técnicas de observação, entrevista e análise
documental. Conclui-se que o desenvolvimento equilibrado do ensamento espacial e da motricidade fina exige a integração entre actividades estruturadas e lúdicas, aliada a uma planificação pedagógica consistente e ao uso diversificado de recursos. As limitações identificadas, especialmente ao nível de materiais e formação contínua dos educadores, constituem desafios que devem ser superados para melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
Downloads
Referências
António Nóvoa, A. (1995). Formação de professores e qualidade do ensino. Lisboa: Editorial
Presença.
Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo (3ª ed.). Lisboa: Edições 70.
Clements, D., & Sarama, J. (2014). Learning and teaching early math: The learning DOI: https://doi.org/10.4324/9780203520574
trajectories approach (2nd ed.). New York: Routledge.
Costa, F. (2021). Desenvolvimento da motricidade fina na infância. Editora Educação
Infantil.
Creswell, J. W., & Plano Clark, V. L. (2018). Designing and conducting mixed methods
research (3rd ed.). Thousand Oaks, CA: SAGE Publications.
Ferreira, L., & Costa, M. (2020). Actividades pedagógicas para o desenvolvimento motor e
cognitivo. São Paulo: Summus.
Fonseca, A. (2005). Psicomotricidade e desenvolvimento infantil: fundamentos e práticas.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
Gallahue, D. L., & Ozmun, J. C. (2012). Understanding motor development: Infants, children,
adolescents, adults. New York: McGraw-Hill.
Gallahue, D., Ozmun, J., & Goodway, J. (2013). Understanding motor development: Infants,
children, adolescents, adults (7th ed.). New York: McGraw-Hill.
Gimeno Sacristán, J. (2007). El currículum: Historia, teoría y práctica. Madrid: Morata.
Libâneo, J. C. (2013). Didática (10ª ed.). São Paulo: Cortez.
Montessori, M. (2007). A mente absorvente. São Paulo: Editora Vozes.
Newcombe, N., & Shipley, T. (2015). Thinking spatially: The developmental foundations of
spatial cognition. New York: Psychology Press.
16
Nhantumbo, P. (2020). Educação infantil e valorização da língua materna em Moçambique.
Maputo: Universidade Eduardo Mondlane.
Nóvoa, A. (1995). Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote.
Oliveira, R., & Pereira, T. (2019). Motricidade fina e desempenho escolar na infância.
Revista Brasileira de Educação, 24(2), 45–60.
Papalia, D., & Feldman, R. (2013). Desenvolvimento humano (12ª ed.). Porto Alegre: Artmed.
Piaget, J. (1971). A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
Piaget, J. (1972). The principles of genetic epistemology. London: Routledge & Kegan Paul.
Rocha, M., & Lima, A. (2019). Educação infantil: teoria e prática pedagógica. São Paulo:
Cortez.
Sacristán, J. G., & Pérez Gómez, A. I. (2007). Compreender e transformar o ensino. Porto
Alegre: Artmed.
Santos, L. M., & Oliveira, R. T. (2019). A importância do pensamento espacial na Educação
Infantil: práticas e desafios. Revista Brasileira de Educação Infantil, 24(1), 89–102.
https://doi.org/10.1590/S1413-24782019240110.
Silva, P., & Fernandes, R. (2021). Desenvolvimento do pensamento espacial na infância:
implicações pedagógicas. Lisboa: Editora Didática.
Souza, C. (2020). Motricidade fina e aprendizagem: teoria e prática na educação infantil.
Rio de Janeiro: Vozes.
Tversky, B. (2005). Functional significance of visuospatial representations. In R. Cohen & L. DOI: https://doi.org/10.1017/CBO9780511610448.002
Lipscomb (Eds.), Perspectives on spatial cognition (pp. 1–17). Mahwah, NJ:
Lawrence Erlbaum.
Vygotsky, L. S. (1989). Thought and language. Cambridge, MA: MIT Press.
Vygotsky, L. S. (2001). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes.
Yin, R. K. (2001). Case study research: Design and methods (3rd ed.). Thousand Oaks, CA:
SAGE Publications.
Zabalza, M. (2011). La planificación educativa: cómo organizar la enseñanza para aprender
mejor. Madrid: Narcea.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Quinita Tomás Mendiate, Ângela Camorai

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista, desde que adpatado ao template do repositório em questão;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores são responsáveis por inserir corretamente seus dados, incluindo nome, palavras-chave, resumos e demais informações, definindo assim a forma como desejam ser citados. Dessa forma, o corpo editorial da revista não se responsabiliza por eventuais erros ou inconsistências nesses registros.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Obs: todo o conteúdo do trabalho é de responsabilidade do autor e orientador.
