O IMPACTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO CONTROLE DA SÍFILIS NA ADOLESCÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.66104/qfmtnf11Palavras-chave:
Infecções Sexualmente Transmissíveis, Saúde do Adolescente, Educação em Saúde, Sífilis, Saúde PúblicaResumo
As infecções sexualmente transmissíveis permanecem como importante problema de saúde pública, com especial relevância na adolescência, fase marcada por vulnerabilidades biológicas, sociais e programáticas. Entre essas infecções, a sífilis mantém elevada magnitude epidemiológica no Brasil e no mundo, exigindo respostas articuladas entre vigilância, atenção à saúde e educação em saúde. Trata-se de uma revisão narrativa com atualização de dados epidemiológicos e incorporação de evidências recentes sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e educação sexual na adolescência. O objetivo foi analisar de que modo estratégias educativas podem contribuir para o controle da sífilis entre adolescentes. Os achados indicam que intervenções educativas abrangentes, cientificamente fundamentadas e culturalmente sensíveis ampliam conhecimento, corrigem equívocos, favorecem o uso de preservativos, qualificam a procura por testagem e fortalecem a tomada de decisão em saúde sexual. Conclui-se que o enfrentamento da sífilis na adolescência depende da integração entre educação sexual abrangente, serviços de saúde amigáveis ao adolescente, testagem oportuna, tratamento adequado e participação intersetorial.
Downloads
Referências
ABREU, C.; SÁ, L.; SANTOS, P. Adolescents’ knowledge and misconceptions about sexually transmitted infections: a cross-sectional study in middle school students in Portugal. Healthcare, Basel, v. 12, n. 22, art. 2283, 2024. DOI: 10.3390/healthcare12222283. DOI: https://doi.org/10.3390/healthcare12222283
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: portal do Governo Federal. Acesso em: 28 mar. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Boletim Epidemiológico da Sífilis 2025. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: portal do Governo Federal. Acesso em: 28 mar. 2026.
EL-SHERBINY, N. A. et al. The effect of sexually transmitted infections health education on youth knowledge and attitudes: a pre-post interventional study. BMC Public Health, London, v. 25, art. 2991, 2025. DOI: 10.1186/s12889-025-23796-9. DOI: https://doi.org/10.1186/s12889-025-23796-9
FRIEDMAN, J. C.; CANNON, B.; TYSON, N.; KANG, M. Providing adolescent-friendly sexually transmitted infection screening and treatment services. Current Opinion in Obstetrics and Gynecology, Philadelphia, v. 36, n. 5, p. 362-371, 2024. DOI: 10.1097/GCO.0000000000000978. DOI: https://doi.org/10.1097/GCO.0000000000000978
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
LAURENTINO, A. C. N. et al. Atenção à saúde dos parceiros sexuais de adolescentes com sífilis gestacional e seus filhos: uma revisão integrativa. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 29, n. 5, e12162023, 2024. DOI: 10.1590/1413-81232024295.12162023. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232024295.12162023
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11. ed. São Paulo: Hucitec, 2008.
PUTRI, Y. H. S.; MARYATI, I.; SOLEHATI, T. Interventions to improve sexual and reproductive health related knowledge and attitudes among the adolescents: scoping review. Risk Management and Healthcare Policy, Auckland, v. 18, p. 105-116, 2025. DOI: 10.2147/RMHP.S490395. DOI: https://doi.org/10.2147/RMHP.S490395
RAMOS JUNIOR, A. N. Persistência da sífilis como desafio para a saúde pública no Brasil: o caminho é fortalecer o SUS, em defesa da democracia e da vida. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 38, n. 5, e00069022, 2022. DOI: 10.1590/0102-311XES069022. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311xpt069022
RODRÍGUEZ-GARCÍA, A.; BOTELLO-HERMOSA, A.; BORRALLO-RIEGO, A.; GUERRA-MARTÍN, M. D. Effectiveness of comprehensive sexuality education to reduce risk sexual behaviours among adolescents: a systematic review. Sexes, Basel, v. 6, n. 1, art. 6, 2025. DOI: 10.3390/sexes6010006. DOI: https://doi.org/10.3390/sexes6010006
UNESCO. Comprehensive sexuality education: an overview of the international systematic review evidence. Paris: UNESCO, 2023. Disponível em: portal da UNESCO. Acesso em: 28 mar. 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Comprehensive sexuality education. Geneva: World Health Organization, 2026. Disponível em: portal da WHO. Acesso em: 28 mar. 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Syphilis. Geneva: World Health Organization, 2025. Disponível em: portal da WHO. Acesso em: 28 mar. 2026.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Silas Antonio Pereira , André Wilian Lozano , Wagner Rafael da Silva, Sonia Maria Carneiro de Morais Franco, Amanda Oliva Spaziani, Paula Carolina Mariano Carvalho, Raquel Santana Rocha Quadros , Deniz Neves Melo, Emilly Lemos Coutinho , Carolina Andréa Santos , Evellyn Lemos Coutinho, José Vitor Furuya de Lima, Marli dos Santos Rosa Moretti, Vinicius de Lima Lovadini

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista, desde que adpatado ao template do repositório em questão;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores são responsáveis por inserir corretamente seus dados, incluindo nome, palavras-chave, resumos e demais informações, definindo assim a forma como desejam ser citados. Dessa forma, o corpo editorial da revista não se responsabiliza por eventuais erros ou inconsistências nesses registros.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Obs: todo o conteúdo do trabalho é de responsabilidade do autor e orientador.
