INVESTIMENTOS EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (CT&I) E PRODUÇÃO DE PATENTES: UMA ANÁLISE DA INTENSIDADE DE INOVAÇÃO REGIONAL
DOI:
https://doi.org/10.66104/hpkp2954Palavras-chave:
Propriedade Intelectual, Inovação, Investimentos em CT&I, Governança, EficiênciaResumo
Este estudo analisa a influência da qualidade da gestão e da efetividade da governança da inovação na eficiência da geração de ativos de Propriedade Intelectual (PI), sob a premissa de que o desempenho inovativo não decorre exclusivamente do volume de capital investido. A pesquisa adota uma abordagem quantitativa, utilizando dados dos pedidos de patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e dos dispêndios em Ciência e Tecnologia (C&T) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entre 2017 e 2022. Os resultados revelam profundas assimetrias regionais: enquanto as regiões Sul e Sudeste lideram em volume de investimentos e depósitos, estados como Alagoas e Sergipe destacaram-se pela maior intensidade de inovação, apresentando os menores custos médios por patente gerada no período analisado. Por outro lado, estados como Acre e Rondônia demonstraram baixa intensidade de inovação, com custos por patente significativamente superiores à média nacional. Conclui-se que a alocação de recursos em CT&I é um determinante central das desigualdades regionais e que a ampliação da produção de ativos de PI no Brasil depende do aprimoramento dos mecanismos de governança e da integração entre o setor produtivo e as instituições de pesquisa, indo além do simples aumento de aportes financeiros.
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