VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA ADOLESCENTES E A INTERFACE ENTRE A SAÚDE COLETIVA E AS CIÊNCIAS FORENSES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.66104/v9ywv798Palavras-chave:
Saúde do Adolescente, Abuso Sexual na Infância , Assistência Integral à SaúdeResumo
Introdução: A violência sexual contra adolescentes representa uma problemática multifatorial, associada à saúde pública e à violação dos direitos humanos. Esse tipo de violência acomete majoritariamente meninas, ocorrendo com maior frequência no ambiente doméstico e familiar. Nesse contexto, a atuação das ciências forenses é fundamental para o andamento do processo legal, uma vez que esses profissionais são responsáveis pela coleta e análise de evidências, contribuindo para a investigação dos casos. Objetivo: Analisar a violência sexual contra adolescentes e a atuação da ciência forense em articulação com a saúde pública. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, realizada por meio da análise de artigos científicos disponíveis em bases online, nos idiomas inglês e português, no período de 2010 a 2026. Foram selecionados 30 artigos, dos quais 10 foram incluídos por abordarem a enfermagem forense no contexto da urgência e emergência. Resultados: Foram identificadas 202.948 notificações no SINAN (2015–2021), com predominância de vítimas do sexo feminino (92%), na faixa etária de 10 a 19 anos. O ambiente domiciliar apresentou maior ocorrência, com agressores, em sua maioria, conhecidos das vítimas. Observou-se elevada subnotificação (70–85%). Os principais impactos incluem ansiedade, depressão, isolamento social e infecções sexualmente transmissíveis (IST). Entre os principais desafios destacam-se a fragmentação entre Atenção Primária e área forense, a revitimização e fragilidades na coleta de evidências digitais. Conclusão: Conclui-se a importância da integração da Atenção Primária à Saúde nas políticas públicas de enfrentamento à violência sexual contra adolescentes, considerando sua proximidade com a comunidade e sua capacidade de identificação precoce dos casos. Paralelamente, as ciências forenses desempenham papel essencial na condução dos procedimentos legais, por meio da análise de evidências e do suporte à cadeia de custódia, contribuindo para a responsabilização dos envolvidos e para a interrupção do ciclo de violência.
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