ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA MELHORA DA QUALIDADE DE VIDA DA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.66104/pkw50n42Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Enfermagem, Qualidade de Vida, CriançaResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações na comunicação, na interação social e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, podendo repercutir no desenvolvimento infantil, na dinâmica familiar e na qualidade de vida. Nesse contexto, o enfermeiro ocupa posição relevante nos serviços de saúde, especialmente por sua atuação no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, no acolhimento à família e na articulação com a rede de cuidado. Este estudo teve como objetivo investigar a atuação do enfermeiro na promoção da qualidade de vida da criança com TEA. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter exploratório, realizada nas bases SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico, utilizando os descritores “Transtorno do Espectro Autista”, “Enfermagem” e “Qualidade de Vida”, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra, publicados entre 2016 e 2026, em língua portuguesa ou com tradução disponível, que abordassem a assistência de enfermagem à criança com TEA. Ao final, 10 artigos compuseram a análise. Os achados apontam que a atuação do enfermeiro pode contribuir para a qualidade de vida da criança com TEA por meio da identificação precoce de sinais do transtorno, do cuidado humanizado, da escuta qualificada, da orientação aos familiares, do fortalecimento do vínculo familiar e da organização da assistência. Também foram identificadas fragilidades relacionadas à formação profissional, à escassez de capacitação específica e à necessidade de maior produção científica sobre a prática clínica da enfermagem nesse campo. Conclui-se que o enfermeiro possui papel importante no cuidado à criança com TEA e sua família, desde que sua atuação seja fundamentada em conhecimento técnico-científico, sensibilidade ética, comunicação adequada e integração multiprofissional.
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