PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE NO PIAUÍ DE 2020 A 2025
DOI:
https://doi.org/10.66104/wz7hg258Palavras-chave:
Dengue; Epidemiologia; Saúde pública; Vigilância.Resumo
A dengue é uma arbovirose de grande relevância para a saúde pública, especialmente em regiões tropicais como o Brasil, onde fatores climáticos, ambientais e socioeconômicos favorecem a proliferação do vetor. No estado do Piauí, a doença apresenta comportamento oscilatório, com ocorrência de surtos epidêmicos que impactam os serviços de saúde, tornando essencial a análise do seu perfil epidemiológico. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo DATASUS. Foram incluídos todos os casos prováveis de dengue notificados no estado do Piauí entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. As variáveis analisadas incluíram ano de notificação, sexo, faixa etária, raça/cor, hospitalização e evolução dos casos. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e analisados de forma descritiva.Foram registrados 69.792 casos prováveis de dengue no período analisado, com crescimento entre 2020 e 2021 e pico epidêmico em 2022. Houve redução em 2023, seguida de novo aumento em 2024 e declínio em 2025, evidenciando padrão cíclico. Observou-se predominância de casos em indivíduos de 20 a 59 anos, no sexo feminino e em pessoas autodeclaradas pardas. A maioria evoluiu para cura, com baixa proporção de hospitalizações e óbitos. Teresina concentrou a maior parte das notificações. A dengue permanece como importante problema de saúde pública no Piauí, com comportamento dinâmico e influenciado por múltiplos fatores. Destaca-se a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica, controle vetorial e melhoria das condições socioambientais, visando reduzir a incidência e os impactos da doença.
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