PERCEPÇÕES, ATITUDES E PRÁTICAS DE TREINADORES NO ATLETISMO PARALÍMPICO UNIVERSITÁRIO: UM ESTUDO NO PROJETO VIVA ATLETISMO
DOI:
https://doi.org/10.66104/ygt2bk54Palavras-chave:
Atletismo Paralímpico, Esporte Adaptado, Educação Física Inclusiva, Extensão UniversitáriaResumo
O presente estudo objetivou analisar as percepções, atitudes e práticas de treinadores e monitores universitários envolvidos no Projeto Viva Atletismo Paralímpico, vinculado à Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). A investigação adota abordagem qualitativa, com delineamento descritivo-exploratório, e utilizou como instrumento de coleta de dados um questionário misto — composto por questões abertas e fechadas — aplicado à totalidade dos 14 monitores atuantes no projeto, selecionados por amostragem intencional. O corpus de dados proveniente das questões abertas foi submetido à Análise de Conteúdo, conforme a metodologia proposta por Bardin (1977), da qual emergiram quatro categorias analíticas: adaptação pedagógica, formação profissional, dificuldades estruturais e estratégias de inclusão. Os resultados evidenciaram que os monitores reconhecem a centralidade da individualização das práticas de treino, valorizam o vínculo interpessoal, a escuta ativa e o respeito às especificidades funcionais de cada atleta. Foram identificadas, contudo, limitações expressivas na formação inicial e lacunas na oferta de capacitação continuada, além de deficiências estruturais — como escassez de equipamentos adaptados, insuficiência de suporte interdisciplinar e carga horária aquém das necessidades pedagógicas. Conclui-se que o Projeto Viva Atletismo constitui um espaço formativo de relevância para o desenvolvimento profissional e humano dos monitores, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de investimentos institucionais sistemáticos para fortalecer a qualidade e a sustentabilidade das práticas inclusivas no atletismo paralímpico universitário.
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