APONTAMENTOS PSICANALÍTICOS PARA REPENSAR O DISCURSO DA FELICIDADE NAS EMPRESAS
DOI:
https://doi.org/10.66104/1bjn4b66Palavras-chave:
Interdisciplinaridade , Psicanálise , Sujeito , Discurso , FelicidadeResumo
O presente trabalho é um ensaio crítico, tendo como ponto de partida o discurso da felicidade corporativa. Para apreciação do pressuposto da incompletude da felicidade, busca apresentar algumas chaves teóricas: sujeito determinado; discurso organizacional; e renúncia à satisfação das pulsões. Um sujeito moldado na imanência e não na transcendência. Sob a atmosfera de uma moral alimentada por discursos e práticas que conformam a identidade. Para analisar a felicidade, utiliza como base a obra O mal-estar na civilização, onde Sigmund Freud faz reflexões sobre o princípio do prazer. Para trabalhar o bem-estar do trabalhador traz considerações da obra Sociedade do cansaço do filósofo Byung-Chul Han, bem como do relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho (2022), publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Sem nenhuma pretensão definitiva, o ensaio busca ser uma crítica inicial aos discursos de felicidade no ambiente corporativo. E, recorrendo-se a mitologia grega aos Leitos de Procusto, avigora a ideia do sujeito que se compõe por sua eliminação, por vezes mutilado e outros proscrito.
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