CRITÉRIOS PARA SUBSTITUIÇÃO E REPARO DE RESTAURAÇÕES EM CLÍNICAS INTEGRADAS DE ODONTOLOGIA: ESTUDO RETROSPECTIVO
DOI:
https://doi.org/10.66104/chmw3194Palavras-chave:
Odontologia restauradora; Prontuários clínicos; Resinas compostas; Restauração dentária; Saúde bucal.Resumo
A substituição de restaurações é uma prática frequente na odontologia, podendo impactar diretamente a preservação da estrutura dental e a longevidade dos tratamentos restauradores. Nesse contexto, abordagens minimamente invasivas, como o reparo, têm sido cada vez mais incentivadas, desde que fundamentadas em critérios clínicos bem estabelecidos. O presente estudo teve como objetivo analisar a prevalência e os critérios clínicos associados à substituição e ao reparo de restaurações em pacientes atendidos nas Clínicas Integradas I e II do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES). Trata-se de um estudo descritivo, transversal, quantitativo e retrospectivo, realizado por meio da análise de 196 prontuários odontológicos de pacientes maiores de 18 anos, atendidos entre fevereiro de 2019 e julho de 2024. Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, dados de anamnese, condições clínicas, materiais restauradores utilizados e condutas terapêuticas adotadas. Os dados foram analisados por estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. Observou-se predominância do sexo feminino (67,3%) e média de idade de 37,5 anos. A resina composta foi o material restaurador mais frequente tanto inicialmente (65,2%) quanto após intervenção (80%). A substituição de restaurações foi a conduta mais prevalente (60%), enquanto o reparo foi realizado em menor proporção (16%). Destaca-se que, em aproximadamente 85% dos prontuários, não houve registro dos critérios clínicos utilizados para a tomada de decisão. Conclui-se que há predominância da substituição em relação ao reparo de restaurações, frequentemente realizada sem documentação adequada dos critérios clínicos. Esses achados evidenciam a necessidade de maior padronização dos registros clínicos e de incentivo à adoção de práticas minimamente invasivas, fundamentadas em evidências científicas, visando à preservação da estrutura dental e à melhoria da qualidade do atendimento odontológico.
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