ANÁLISE DO PADRÃO ESPACIAL E TEMPORAL DA COBERTURA VACINAL CONTRA POLIOMIELITE NO ESTADO DO PIAUÍ ENTRE 2013 E 2024
DOI:
https://doi.org/10.66104/0b0wme95Palavras-chave:
Cobertura Vacinal, Poliomielite, Geoprocessamento, Vigilância em Saúde, PiauíResumo
A poliomielite, embora erradicada no Brasil, enfrenta um risco de reintrodução devido à acentuada queda nas taxas de cobertura vacinal, pois de acordo com o Ministério da Saúde, a meta preconizada para a cobertura vacinal da poliomielite é de no mínimo 95%. Este estudo objetivou analisar o padrão espacial e temporal da cobertura vacinal contra a poliomielite nos 224 municípios do Piauí, Brasil, no período de 2013 a 2024. Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo e quantitativo, que utilizou dados secundários do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI/DATASUS) e dados cartográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram empregadas análises de séries temporais e geoespaciais, incluindo mapeamento temático, Índice de Moran I e Local Indicators of Spatial Association (LISA), com o auxílio das linguagens Python e R. Os resultados revelaram uma significativa volatilidade temporal na cobertura média estadual, com um declínio acentuado em 2021 (78,92%) e uma recuperação em 2024 (119,69%). Contudo, a análise municipal evidenciou uma persistente heterogeneidade espacial com populações subimunizadas, com municípios apresentando baixas coberturas vacinais o que representa alto risco para a reintrodução do poliovírus. A análise geoespacial confirmou a autocorrelação espacial e a formação de clusters de baixa-baixa cobertura. Conclui-se que o geoprocessamento é uma ferramenta diagnóstica poderosa para identificar áreas prioritárias e auxiliar na avaliação do padrão espaço-temporal da cobertura da pólio. Assim, será possível direcionar intervenções de saúde pública focadas, mitigando o risco de reintrodução da poliomielite no Piauí.
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