TRENDS AND REGIONAL DISPARITIES OF CONGENITAL SYPHILIS IN BRAZIL FROM 2014 TO 2023: AN ECOLOGICAL TIME-SERIES STUDY.
DOI:
https://doi.org/10.66104/mtfg4b73Palavras-chave:
Sífilis Congênita, Transmissão Vertical de Doença Infecciosa, Estudos de Séries Temporais, Epidemiologia, Desigualdades em SaúdeResumo
Between 2014 and 2023, congenital syphilis expanded consistently in Brazil, with no reversal in any of the five geographic macroregions. This ecological time-series study analyzed the trends and regional disparities of disease incidence rates across all 27 federative units, using data from SINAN and SINASC available at DATASUS. The outcome was the incidence rate per 1,000 live births, calculated by federative unit and year. Analyses included Prais-Winsten regression preceded by the Durbin-Watson test, Joinpoint analysis, Mann-Kendall with Sen's estimator, Kruskal-Wallis with Dunn/Bonferroni post-hoc test, and Spearman correlation between rates and annual proportions of care indicators. A total of 237,228 confirmed cases were recorded during the period, with the national rate rising from 5.54 to 9.85 cases per 1,000 live births, an annual percent change of +6.23% (95%CI: 2.99–9.57). All macroregions showed an increasing trend, with distinct patterns: an inflection in 2017 for Brazil and the Southeast, a biphasic pattern with significant resumption after 2020 in the North and Central-West, an earlier inflection in 2016 in the South, and a continuous linear trend in the Northeast. Among cases, 81.2% occurred in infants of mothers who attended prenatal care, 33.6% were diagnosed only at delivery, and 74.7% of partners did not receive treatment. The rate of stillbirths and miscarriages due to syphilis increased by 130.6% during the period. The findings indicate that control of vertical transmission requires reorientation of prenatal care, with emphasis on timely screening, partner treatment, and regionally differentiated strategies.
Downloads
Referências
ANTUNES, J. L. F.; CARDOSO, M. R. A. Uso da análise de séries temporais em estudos epidemiológicos. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 24, n. 3, p. 565-576, 2015. DOI: https://doi.org/10.5123/S1679-49742015000300024
BENCHIMOL, E. I. et al. The REporting of studies Conducted using Observational Routinely-collected health Data (RECORD) Statement. PLoS Medicine, San Francisco, v. 12, n. 10, e1001885, 2015. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pmed.1001885
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC): manual de instrução para o preenchimento da Declaração de Nascido Vivo. 4. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2011.
BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 98, p. 44-46, 24 maio 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022a.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Sífilis 2022: boletim epidemiológico. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022b. Número especial.
CHEVALIER, F. J. et al. Syphilis. JAMA, Chicago, 2025. DOI: https://doi.org/10.1001/jama.2025.17362
COSTA, I. B. et al. Congenital Syphilis, Syphilis in Pregnancy and Prenatal Care in Brazil: an ecological study. PLoS One, San Francisco, v. 19, n. 6, e0306120, 2024. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0306120
DANIELS, E. et al. Social factors associated with congenital syphilis in Missouri. Clinical Infectious Diseases, [S. l.], v. 79, n. 3, p. 744-750, 2024. DOI: https://doi.org/10.1093/cid/ciae260
DOMINGUES, R. M. S. M.; LEAL, M. C. Incidência de sífilis congênita e fatores associados à transmissão vertical da sífilis: dados do estudo Nascer no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 32, n. 6, e00082415, 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311X00082415
DUNN, O. J. Multiple comparisons using rank sums. Technometrics, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 241-252, 1964. DOI: https://doi.org/10.1080/00401706.1964.10490181
DURBIN, J.; WATSON, G. S. Testing for serial correlation in least squares regression. Biometrika, Oxford, v. 38, n. 1-2, p. 159-177, 1951. DOI: https://doi.org/10.2307/2332325
KIM, H. J. et al. Permutation tests for joinpoint regression with applications to cancer rates. Statistics in Medicine, [S. l.], v. 19, n. 3, p. 335-351, 2000. DOI: https://doi.org/10.1002/(SICI)1097-0258(20000215)19:3<335::AID-SIM336>3.0.CO;2-Z
KORENROMP, E. L. et al. Global burden of maternal and congenital syphilis and associated adverse birth outcomes: estimates for 2016 and progress since 2012. PLoS One, San Francisco, v. 14, n. 2, e0211720, 2019. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0211720
KRUSKAL, W. H.; WALLIS, W. A. Use of ranks in one-criterion variance analysis. Journal of the American Statistical Association, [S. l.], v. 47, n. 260, p. 583-621, 1952. DOI: https://doi.org/10.1080/01621459.1952.10483441
LAFETÁ, K. R. G. et al. Sífilis materna e congênita, subnotificação e difícil controle. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 19, n. 1, p. 63-74, 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-5497201600010006
LEAL, M. C. et al. A cor da dor: iniquidades raciais na atenção pré-natal e ao parto no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 33, e00078816, 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311x00078816
MACÊDO, V. C. et al. Sífilis na gestação: barreiras na assistência pré-natal para o controle da transmissão vertical. Cadernos Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 4, p. 518-528, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/1414-462x202028040395
MANN, H. B. Nonparametric tests against trend. Econometrica, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 245-259, 1945. DOI: https://doi.org/10.2307/1907187
MOSELEY, P. et al. Resurgence of congenital syphilis: new strategies against an old foe. The Lancet Infectious Diseases, London, v. 24, n. 1, p. e24-e35, 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/S1473-3099(23)00314-6
NONATO, S. M.; MELO, A. P. S.; GUIMARÃES, M. D. C. Sífilis na gestação e fatores associados à sífilis congênita em Belo Horizonte, Minas Gerais, 2010-2013. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 24, n. 4, p. 681-694, 2015. DOI: https://doi.org/10.5123/S1679-49742015000400010
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Eliminação da transmissão materno-infantil do HIV e da sífilis congênita nas Américas: plano de ação 2016-2021. Washington, D.C.: OPAS, 2016.
PEELING, R. W. et al. Syphilis. The Lancet, London, v. 402, n. 10398, p. 336-346, 2023. DOI: https://doi.org/10.1016/S0140-6736(22)02348-0
PRAIS, S. J.; WINSTEN, C. B. Trend estimators and serial correlation. Chicago: Cowles Commission for Research in Economics, 1954. (Cowles Commission Discussion Paper: Statistics, n. 383).
R CORE TEAM. R: a language and environment for statistical computing. Vienna: R Foundation for Statistical Computing, 2023. Disponível em: https://www.R-project.org/. Acesso em: 10 maio 2026.
RAC, M. W. F.; STAFFORD, I. A.; EPPES, C. S. Congenital syphilis: a contemporary update on an ancient disease. Prenatal Diagnosis, [S. l.], v. 40, n. 13, p. 1703-1714, 2020. DOI: https://doi.org/10.1002/pd.5728
SARACENI, V. et al. Vigilância epidemiológica da transmissão vertical da sífilis: dados de seis unidades federativas no Brasil. Revista Panamericana de Salud Pública, Washington, v. 41, e44, 2017. DOI: https://doi.org/10.26633/RPSP.2017.44
SEN, P. K. Estimates of the regression coefficient based on Kendall's tau. Journal of the American Statistical Association, [S. l.], v. 63, n. 324, p. 1379-1389, 1968. DOI: https://doi.org/10.1080/01621459.1968.10480934
SOARES, M. A. S.; AQUINO, R. Associação entre as taxas de incidência de sífilis gestacional e sífilis congênita e a cobertura de pré-natal no Estado da Bahia, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n. 7, e00209520, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311x00209520
US PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE et al. Screening for syphilis infection during pregnancy: US Preventive Services Task Force reaffirmation recommendation statement. JAMA, Chicago, v. 333, n. 22, p. 2006-2012, 2025. DOI: https://doi.org/10.1001/jama.2025.5009
ZEILEIS, A.; HOTHORN, T. Diagnostic checking in regression relationships. R News, [S. l.], v. 2, n. 3, p. 7-10, 2002.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Gustavo Henrique dos Santos Santana, Mariana Rassi Vieira, Pedro Rassi Vieira, Alfredo Urbano da Costa Vieira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista, desde que adpatado ao template do repositório em questão;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores são responsáveis por inserir corretamente seus dados, incluindo nome, palavras-chave, resumos e demais informações, definindo assim a forma como desejam ser citados. Dessa forma, o corpo editorial da revista não se responsabiliza por eventuais erros ou inconsistências nesses registros.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Obs: todo o conteúdo do trabalho é de responsabilidade do autor e orientador.
