ENTRE O CRESCIMENTO E AS DESIGUALDADES: ANÁLISE DAS MATRÍCULAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM TEMPO INTEGRAL NO BRASIL (2017 - 2024)
DOI:
https://doi.org/10.66104/rwbwwd53Palavras-chave:
Educação infantil. Tempo integral. Matrículas.Resumo
Este artigo tem como objetivo mapear e analisar as matrículas na educação infantil em tempo integral no Brasil. Realiza uma análise descritiva e explicativa de dados do Inep (Censo Escolar de 2017 a 2024) e do IBGE (estimativa de projeção populacional de 2024). Os resultados indicam que embora tenha havido crescimento nas matrículas, especialmente em creches, a meta para a universalização da educação infantil ainda não foi alcançada. Em relação ao tipo de atendimento, a maior parte das crianças encontram-se matriculadas em tempo parcial, com forte concentração nas redes públicas municipais e em contextos urbanos, o que evidencia desigualdades territoriais e limitações estruturais e financeiras. Observam-se fragilidades no monitoramento de dados sobre raça/cor, tendo em vista um número considerável de crianças não declaradas. Conclui-se que, não obstante aos avanços na série histórica analisada, persistem desafios importantes para a consolidação de uma política pública de educação infantil em tempo integral que seja equitativa, de qualidade e comprometida com os direitos de todas as crianças.
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