ARBOVIROSES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: DESAFIOS DO CUIDADO CLÍNICO E DA VIGILÂNCIA TERRITORIAL DA DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA NO SUS
DOI:
https://doi.org/10.66104/vrta2002Palavras-chave:
Arboviroses, Atenção Primária à Saúde, Dengue, Vigilância em Saúde, Sistema Único de Saúde.Resumo
Objetivo: analisar criticamente as evidências produzidas entre 2016 e 2026 sobre o cuidado clínico e a vigilância territorial da dengue, chikungunya e zika na Atenção Primária à Saúde (APS), com ênfase nas implicações para a organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Método: revisão integrativa da literatura, conduzida com transparência metodológica segundo as recomendações do PRISMA 2020. Foram considerados estudos originais, avaliações de serviços e documentos técnico-normativos relacionados à assistência, notificação, vigilância epidemiológica, vigilância ambiental e coordenação do cuidado. Resultados: os achados evidenciaram fragilidades na padronização dos fluxos assistenciais, na estratificação de risco, na observação clínica, na diferenciação entre arboviroses e na continuidade do cuidado, sobretudo nos quadros persistentes de chikungunya e na síndrome congênita associada ao vírus Zika. Também foram identificadas limitações na qualidade e oportunidade das notificações, baixa integração entre vigilância epidemiológica e ambiental, insuficiência de infraestrutura tecnológica e resposta territorial frequentemente tardia. Conclusão: o enfrentamento das arboviroses requer uma APS clinicamente resolutiva, territorialmente orientada e integrada às vigilâncias, com educação permanente, sistemas de informação qualificados, planejamento antecipatório e articulação intersetorial.
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