INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE BRASILEIRA: POTENCIALIDADES, RISCOS ÉTICOS E IMPLICAÇÕES PARA A EQUIDADE NO SUS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.66104/2rtma471

Palavras-chave:

Inteligência artificial, Atenção Primária à Saúde, Equidade em saúde, Sistema Único de Saúde, Ética

Resumo

A incorporação da inteligência artificial (IA) aos sistemas de saúde tem ampliado as possibilidades de apoio à decisão clínica, estratificação de riscos, automação de tarefas, vigilância epidemiológica e organização do cuidado. Entretanto, na Atenção Primária à Saúde (APS), tais aplicações incidem sobre contextos marcados por desigualdades territoriais, raciais, socioeconômicas e digitais, o que pode converter ganhos de eficiência em novas formas de exclusão. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente as potencialidades, os riscos éticos e as implicações para a equidade decorrentes do uso da IA na APS brasileira e no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de revisão integrativa, com recorte temporal de 2016 a 2026, baseada em literatura científica nacional e internacional e em documentos normativos pertinentes à saúde digital, proteção de dados e governança algorítmica. A síntese foi organizada em quatro eixos: aplicações e benefícios potenciais; fontes de viés e desigualdade; proteção de dados, transparência e responsabilização; e requisitos de governança para adoção no SUS. Os achados indicam que a IA pode apoiar a identificação precoce de riscos, reduzir carga administrativa, ampliar a capacidade analítica das equipes e favorecer a coordenação do cuidado. Contudo, dados incompletos, sub-representação de grupos populacionais, escolhas inadequadas de variáveis-alvo, baixa explicabilidade, dependência tecnológica e ausência de monitoramento por subgrupos podem reproduzir ou ampliar iniquidades. Conclui-se que a adoção eticamente aceitável da IA na APS depende de validação local, supervisão humana, avaliação contínua de desempenho e equidade, participação social, proteção de dados e responsabilização institucional. No SUS, a inovação tecnológica deve permanecer subordinada aos princípios de universalidade, integralidade e equidade, não podendo substituir investimentos estruturais, relações de cuidado e capacidade pública de governança.

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Biografia do Autor

  • Ana Carolina Buchegger Marcelino Moura, Universidade Federal da Paraíba

    Graduanda em Odontologia pela Universidade Federal da Paraíba

  • Isabelly Almeida Costa, Universidade Brasil

    Acadêmica de Medicina pela Universidade Brasil

  • André Wilian Lozano, Universidade Brasil

    Doutor em Enfermagem pela Universidade Federal de São Carlos- UFSCAR

  • Valéria Albuquerque Vaz Rodrigues, Universidade Brasil

    Especialista em Educação Permanente em Saúde pela FIOCRUZ

  • Ana Paula de Lima, Universidade Brasil

    Mestranda em Engenharia Biomédica pela Universidade Brasil – UB

  • Wagner Rafael da Silva, Universidade Brasil

    Doutor em Engenharia Biomédica pela Universidade Brasil – UB

  • Vanessa Dias de Oliveira Justi, Universidade Brasil

    Doutoranda em Engenharia Biomédica pela Universidade Brasil – UB

  • Alessandra Cristiane Alves do Nascimento , UNISALESIANO

    Enfermeira pelo UNISALESIANO

  • Patrícia Michelassi Carrinho Aureliano, Universidade Brasil

    Doutora em Engenharia Biomédica pela Universidade Brasil

  • José Martins Pinto Neto, Universidade Brasil

    Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo – USP

  • Nicezia Vilela Junqueira Franqueiro, Universidade Brasil

    Doutora em Engenharia Biomédica pela Universidade Brasil

  • Bianca Ortunho Boato, Instituto Albert Einstein

    Especialista em Gestão e Acreditação com Ênfase na Metodologia ONA pelo Instituto Albert Einstein

  • Valter Mariano dos Santos Junior, Universidade Brasil

    Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar

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Publicado

2026-06-15

Como Citar

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE BRASILEIRA: POTENCIALIDADES, RISCOS ÉTICOS E IMPLICAÇÕES PARA A EQUIDADE NO SUS. (2026). REMUNOM, 13(13), 1-19. https://doi.org/10.66104/2rtma471