ICMS E IMPUESTOS A LAS IMPORTACIONES: CONSTITUCIONALIDAD, EXTRAFISCALIDAD Y PRINCIPIOS DE LA ORGANIZACIÓN MUNDIAL DEL COMERCIO

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DOI:

https://doi.org/10.66104/xqvbg229

Palabras clave:

ICMS; Tributación a las importaciones; Extrafiscalidad; Igualdad fiscal; OMC.

Resumen

Este artículo analiza el uso del Impuesto sobre la Circulación de Bienes y Servicios (ICMS) como instrumento extrafiscal en las operaciones de importación, evaluando sus implicaciones a la luz de los principios constitucionales brasileños de igualdad, legalidad y no discriminación, así como de los compromisos internacionales de Brasil con la Organización Mundial del Comercio (OMC) en materia de trato nacional y trato de nación más favorecida. Con base en una revisión bibliográfica, un análisis de la legislación, decisiones del Supremo Tribunal Federal (STF) y documentos de la OMC, se investigó la constitucionalidad del aumento de las tasas del ICMS sobre los bienes importados y sus efectos prácticos en el mercado interno entre 2010 y 2025. Se concluyó que, si bien el ICMS puede actuar como un instrumento legítimo de política económica, su aplicación sin una justificación técnica clara ni criterios objetivos genera discriminación fiscal indirecta, viola el artículo 152 de la Constitución Federal y expone al país a posibles disputas multilaterales. Se concluye que el aumento del ICMS (impuesto estatal brasileño sobre las ventas) sobre las importaciones solo es compatible con la legislación nacional y las regulaciones de la OMC cuando se observan parámetros de proporcionalidad, transparencia y neutralidad fiscal.

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Publicado

2026-03-04

Cómo citar

ICMS E IMPUESTOS A LAS IMPORTACIONES: CONSTITUCIONALIDAD, EXTRAFISCALIDAD Y PRINCIPIOS DE LA ORGANIZACIÓN MUNDIAL DEL COMERCIO. (2026). REMUNOM, 13(01), 1-21. https://doi.org/10.66104/xqvbg229