A EXCEPCIONALIDADE CONSTITUCIONAL: LIMITES JURISDICIONAIS AO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA NOS ESTADOS DE CRISE
DOI:
https://doi.org/10.66104/z6njjr86Palabras clave:
Palavras-chave: Estado de Defesa; Estado de Sítio; Poder de Polícia; Controle Jurisdicional; Direitos Fundamentais; Legalidade Extraordinária; Proporcionalidade.Resumen
Resumo
O presente estudo analisa o sistema constitucional das crises no ordenamento jurídico brasileiro, com foco nos institutos do Estado de Defesa e do Estado de Sítio, disciplinados nos artigos 136 a 141 da Constituição Federal de 1988. A pesquisa examina os limites ao exercício do poder de polícia em situações de anormalidade institucional, bem como os mecanismos de controle jurisdicional previstos para coibir abusos do Poder Executivo durante a legalidade extraordinária. Por meio de revisão bibliográfica e análise doutrinária e jurisprudencial, discute-se se o controle a posteriori é suficiente para proteger direitos fundamentais contra restrições irreversíveis, investigando-se ainda as lacunas práticas do sistema, à luz da experiência comparada e de episódios recentes como a pandemia de COVID-19. Os resultados indicam que, embora o arcabouço constitucional seja robusto, a efetividade do sistema depende da independência e coragem das instituições democráticas em responsabilizar agentes que exorbitem os limites da excepcionalidade. Propõe-se que o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle simultâneo e não apenas posterior é condição indispensável para que a legalidade extraordinária não se converta em arbitrariedade institucionalizada.
Descargas
Referencias
ALEXY, Robert. Teoria dos direitos fundamentais. 2. ed. Trad. Virgílio Afonso da Silva. São Paulo: Malheiros, 2011.
ARTIAGA PAULA, Carlos Eduardo. Artigo científico e produções acadêmicas. Uberlândia: Horizonte Científico, 2020.
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito administrativo. 35. ed. São Paulo: Malheiros, 2021.
BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. 32. ed. São Paulo: Malheiros, 2017.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 10 jan. 2025.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Ação Direta de Inconstitucionalidade n.º 6.341/DF. Rel. Min. Marco Aurélio. Brasília, DF: STF, 2020.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Jurisprudência e textos correlatos. Brasília, DF: STF. Disponível em: https://www.stf.jus.br.
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. A limitação de direitos fundamentais em períodos excepcionais. Brasília, DF: REJURI.
CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito constitucional e teoria da constituição. 7. ed. Coimbra: Almedina, 2003.
DIREITO CONSTITUCIONAL. Estado de Defesa, Estado de Sítio, Forças Armadas e Segurança Pública: Conceito de José Afonso da Silva. Curso Popular da Defensoria Pública, 2022.
ESTUDOS INSTITUCIONAIS. Limites do exercício do poder de polícia à luz dos direitos fundamentais: análise das medidas. Revista Estudos Institucionais, Rio de Janeiro, 2021.
FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Estado de direito e constituição. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2007.
FGV. O poder de polícia e a liberdade de locomoção: estado de crise. Rio de Janeiro: OJS@FGV, 2021.
IDP. Jurisdição constitucional e direitos fundamentais. Brasília: Repositório IDP, 2022.
MENDES, Gilmar Ferreira; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de direito constitucional. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2022.
MORAES, Alexandre de. Direito constitucional. 39. ed. São Paulo: Atlas, 2023.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. O poder de polícia e o domicílio à luz da jurisprudência do STF. Brasília, DF: Revista Jurídica da Presidência, 2022.
RAMOS, João Gualberto Garcez. A tutela de urgência no processo penal brasileiro. Curitiba: Acervo Digital UFPR, 2020.
SARLET, Ingo Wolfgang. A eficácia dos direitos fundamentais: uma teoria geral dos direitos fundamentais na perspectiva constitucional. 13. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2018.
SBDP. O Supremo Tribunal Federal e a liberdade de expressão: análise de casos após a Constituição de 1988. São Paulo: Sociedade Brasileira de Direito Público, 2021.
SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. 43. ed. São Paulo: Malheiros, 2020.
SUPREMA CORTE DOS ESTADOS UNIDOS. Korematsu v. United States, 323 U.S. 214 (1944).
SUPREMA CORTE DOS ESTADOS UNIDOS. Trump v. Hawaii, 585 U.S. 667 (2018).
TRIBUNAL EUROPEU DE DIREITOS HUMANOS. Aksoy v. Turkey (Application no. 21987/93). Strasbourg: ECHR, 1996.
UFRJ. Produção acadêmica sobre limites constitucionais. Rio de Janeiro: Pantheon UFRJ, 2022.
UNIRIOJA. Estado de defesa e estado de sítio. Logroño: Dialnet, 2021.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Paulo Victor Bianco Crespo Filho , Ulysses Guerra de Mendonça , Paulo Eduardo Queiroz da Costa

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Authors who publish in this journal agree to the following terms:
Authors retain copyright and grant the journal the right of first publication, with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution License, which permits the sharing of the work with proper acknowledgment of authorship and initial publication in this journal;
Authors are authorized to enter into separate, additional agreements for the non-exclusive distribution of the version of the work published in this journal (e.g., posting in an institutional repository or publishing it as a book chapter), provided that authorship and initial publication in this journal are properly acknowledged, and that the work is adapted to the template of the respective repository;
Authors are permitted and encouraged to post and distribute their work online (e.g., in institutional repositories or on their personal websites) at any point before or during the editorial process, as this may lead to productive exchanges and increase the impact and citation of the published work (see The Effect of Open Access);
Authors are responsible for correctly providing their personal information, including name, keywords, abstracts, and other relevant data, thereby defining how they wish to be cited. The journal’s editorial board is not responsible for any errors or inconsistencies in these records.
PRIVACY POLICY
The names and email addresses provided to this journal will be used exclusively for the purposes of this publication and will not be made available for any other purpose or to third parties.
Note: All content of the work is the sole responsibility of the author and the advisor.
