¿CÓMO INFLUYE EL CRECIMIENTO DE LA EDUCACIÓN A DISTANCIA EN LA REDUCCIÓN DE LA OCUPACIÓN DE LA LICENCIATURA EN EDUCACIÓN DEL CAMPO EN LA UNIVERSIDAD FEDERAL DE PIAUÍ?
DOI:
https://doi.org/10.66104/mw32tr88Palabras clave:
Educación del Campo, LEDOC, Educación a Distancia, ocupación de plazas, políticas sociales y educativasResumen
La Licenciatura en Educación del Campo (LEDOC) constituye una política fundamental para la formación docente en territorios rurales, articulando principios de territorialidad, interdisciplinariedad y alternancia. Sin embargo, en los últimos años, la expansión acelerada de la Educación a Distancia (EAD) en la educación superior brasileña ha reconfigurado supuestamente las dinámicas de ingreso, especialmente en las licenciaturas ofrecidas por universidades públicas. A pesar de los debates existentes, los análisis empíricos son escasos y, por lo general, carecen de análisis estadísticos. Nuestro estudio analizó la influencia de la oferta acumulada de plazas EAD sobre la tasa de ocupación de la LEDOC en la Universidad Federal de Piauí (UFPI) entre 2014 y 2025. Se utilizaron datos institucionales sobre las plazas ofertadas y cubiertas en la primera convocatoria, así como información consolidada sobre convocatorias y expansión de la EAD. Analizamos los datos mediante estadística descriptiva y regresión lineal simple para examinar la relación entre las variables. Los resultados indican que aproximadamente el 42% de la caída en la ocupación de la LEDOC puede atribuirse a la acumulación de plazas EAD en el período 2014-2025, revelando un impacto negativo significativo de la modalidad remota sobre la demanda del curso presencial. No obstante, factores adicionales, no evaluados en esta investigación, también contribuyeron ciertamente al fenómeno, tales como el cierre de escuelas rurales, la reducción de políticas públicas orientadas a la Educación del Campo, la desigualdad digital y las condiciones socioeconómicas desfavorables experimentadas por estudiantes rurales. Se concluye que la expansión de la EAD, aunque relevante para la democratización de la enseñanza, requiere una planificación pública e institucional que evite la competencia interna con cursos estratégicos. Se recomienda la adopción de políticas integradas de permanencia estudiantil, una regulación equilibrada entre modalidades y el fortalecimiento de las escuelas rurales y de otras políticas públicas específicas, garantizando la continuidad y la relevancia social de la LEDOC.
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