HERMENÉUTICA FILOSÓFICA (GADAMER) Y HERMENÉUTICA JURÍDICA
DOI:
https://doi.org/10.66104/bdazgm60Palabras clave:
Hermenéutica, Hans-Georg Gadamer, Interpretación jurídica, Contradictorio sustancial, Proceso democráticoResumen
El presente artículo investiga las posibles contribuciones de la hermenéutica filosófica de Hans-Georg Gadamer al perfeccionamiento de la hermenéutica jurídica, partiendo de la premisa de que toda interpretación del Derecho posee fundamentos filosóficos subyacentes. El estudio se sitúa en el contexto de la interpretación jurídica en un Estado Democrático de Derecho, entendida como una actividad práctica desarrollada en un ambiente policéntrico y participativo, en el cual el contradictorio y el diálogo desempeñan un papel central en la construcción legítima del sentido jurídico. La investigación tiene como objetivos presentar los principales conceptos de la hermenéutica filosófica gadameriana y establecer un diálogo entre la hermenéutica filosófica y la hermenéutica jurídica, examinando de qué manera la conciencia hermenéutica puede contribuir a una comprensión más adecuada del Derecho y a la fundamentación de un modelo democrático de proceso. Metodológicamente, se trata de una investigación cualitativa, desarrollada mediante revisión bibliográfica, con carácter exploratorio y explicativo, orientada por un enfoque hermenéutico. Los resultados indican que no existe separación entre comprender, interpretar y aplicar, siendo la historicidad, el lenguaje y la tradición elementos constitutivos de la interpretación jurídica. La interpretación es entendida como una atribución de sentido construida dialógicamente a partir de la interacción entre el texto normativo y la realidad concreta. Se concluye que la hermenéutica filosófica constituye una condición de posibilidad para la hermenéutica jurídica, reforzando la necesidad de procedimientos democráticos fundamentados en el contradictorio sustancial, la prohibición de decisiones sorpresivas, la fundamentación estructurada y la integridad y coherencia del Derecho. Así, una interpretación jurídica adecuada depende de la armonía entre texto, realidad, Constitución y participación democrática de los sujetos procesales.
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