PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E MANEJO TERAPÊUTICO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA: ESTUDO MULTICÊNTRICO

Autores/as

  • Reila Campos Guimarães de Araújo Universidade Federal de jataí
  • Djulie Hellen Tolentino de Lima Faculdade de Medicina de Itajubá (AFYA)
  • Fancielle Linder dos Santos Universidade Federal de jataí
  • Deborah Perpétuo Guimarães de Araújo Universidade União das Faculdades dos Grandes Lagos
  • Nathalia Oliveira Silva Universidade Federal de jataí
  • Karynne Borges Cabral Universidade Federal de jataí https://orcid.org/0000-0002-5025-2746
  • Cácia Régia de Paula Universidade Federal de jataí
  • Danilo Rocha Dias Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Flávio Henrique Alves de Lima Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.66104/2je4b293

Palabras clave:

Esclerose múltipla, Enfermagem, Doença Crônica

Resumen

 O presente estudo teve como objetivo central delinear o perfil terapêutico da Esclerose Múltipla (EM) em diferentes polos regionais dos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, transversal e quantitativo. Realizado em unidades de dispensação de medicamentos de Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) em municípios de médio e grande porte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, entre novembro de 2024 e novembro de 2025. Participaram do estudo 83 pacientes com diagnóstico confirmado pelos Critérios de McDonald e idade entre 18 e 80 anos. Utilizou-se estatística descritiva e teste de qui-quadrado (significância de 5%) via software SPSS 21.0.O estudo demonstrou predomínio do sexo feminino (68,7%) e de indivíduos autodeclarados brancos (60,2%). Observou-se um elevado nível de escolaridade, com 38 participantes possuindo ensino superior. A forma Remitente-Recorrente foi a mais comum, atingindo 75% dos participantes em um dos polos analisados. O Natalizumabe foi o medicamento mais utilizado globalmente (42,2%), seguido pelo Fingolimode (31,3%). Houve diferença significativa nos tratamentos conforme a localidade (p < 0,001); o Natalizumabe apresentou ampla utilização em centros específicos. Identificou-se uma baixa adesão a terapias não farmacológicas, como fisioterapia e acompanhamento nutricional. Conclui-se que o perfil identificado corrobora a literatura quanto à prevalência em mulheres jovens e escolarizadas. A variação na escolha terapêutica entre as regiões sugere a influência de protocolos locais e a disponibilidade logística de centros de infusão. Os achados reforçam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar mais robusta para além do tratamento medicamentoso.

 

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Publicado

2026-05-27

Cómo citar

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E MANEJO TERAPÊUTICO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA: ESTUDO MULTICÊNTRICO. (2026). REMUNOM, 13(11), 1-20. https://doi.org/10.66104/2je4b293