SÍNDROME DE DESCONTINUAÇÃO DOS INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA (ISRS): ESTRATÉGIAS PARA MANEJO E MINIMIZAÇÃO DOS SINTOMAS: REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.61164/eepm2q42Palavras-chave:
Depressão, Paroxetina, Fluoxetina, Saúde Pública, PsicológicoResumo
A depressão é uma condição mental de elevada prevalência mundial e representa um desafio significativo para a saúde pública no Brasil. O tratamento frequentemente envolve o uso de Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), reconhecidos por sua eficácia e perfil de segurança. Entretanto, a interrupção desses medicamentos pode desencadear a síndrome de descontinuação, caracterizada por sintomas físicos e psicológicos cuja intensidade varia conforme o fármaco, sendo a paroxetina a droga mais associada a quadros severos devido à sua curta meia-vida. Este estudo analisa a síndrome de descontinuação dos ISRS e identifica estratégias utilizadas para minimizar os sintomas decorrentes da suspensão. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases SciELO, PubMed e NCBI, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra e escritos em português, inglês ou espanhol. Os resultados evidenciam que a redução gradual da dose, a educação em saúde e o acompanhamento clínico individualizado são as estratégias mais eficazes para reduzir a ocorrência e a intensidade dos sintomas. Conclui-se que a descontinuação dos ISRS deve ser conduzida de forma planejada, progressiva e supervisionada, a fim de garantir maior segurança e adesão do paciente durante o processo.
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