APRENDER JOGANDO: UM MAPEAMENTO SOBRE O USO DE JOGOS E MATERIAIS MANIPULATIVOS NO ENSINO DE FRAÇÕES
DOI:
https://doi.org/10.61164/7k4jq031Palavras-chave:
Educação Matemática; Recursos Didáticos; Anos finais do Ensino Fundamental; Mediação docente; Teoria Histórico-Cultural.Resumo
O ensino de frações nos anos finais do Ensino Fundamental (AFEF) permanece como um desafio, devido à complexidade conceitual do tema e às dificuldades recorrentes dos estudantes. Fundamentado na Teoria Histórico-Cultural (THC), este artigo, como parte da proposta de uma dissertação de mestrado, se volta a compreensão de que a aprendizagem é um processo social e mediado, no qual jogos e materiais manipulativos podem atuar como instrumentos culturais para favorecer a apropriação dos conceitos matemáticos. Diante disso, o objetivo deste estudo foi analisar como os jogos físicos, digitais e materiais manipulativos têm sido utilizados como instrumentos mediadores no processo de ensino e aprendizagem de frações nos AFEF, à luz da THC. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, configurou-se como um mapeamento de produções defendidas entre 2011 e 2024, localizadas nos repositórios CAPES e BDTD por meio da busca “jogos” AND “frações” AND “ensino fundamental”. Foram selecionadas dez dissertações, analisadas a partir de quatro eixos: contexto da pesquisa; momento de inserção e tipo de jogo; conteúdos de frações abordados; e resultados pedagógicos. Os achados mostram predominância de estudos qualitativos, com maior uso de jogos físicos inseridos após o ensino formal, sobretudo para revisão e sistematização. Os conteúdos mais explorados foram parte-todo, equivalência, comparação e representações figurais e simbólicas, com menor articulação às representações decimais e percentuais. Conclui-se que jogos e materiais manipulativos contribuem para o engajamento e para avanços conceituais, porém sua efetividade depende da mediação intencional do professor, reafirmando seu papel central no processo de ensino.
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Referências
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