USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E GARANTIAS PROCESSUAIS: UMA ANÁLISE CONSTITUCIONAL DO CONTRADITÓRIO DIGITAL.

Autores

  • Isabelle Beleza Meirelles Faculdade Santa Teresa
  • Márcia Cristina Santos Pereira Faculdade Santa Teresa
  • Dimas Melo Gonçalves Faculdade Santa Teresa https://orcid.org/0009-0007-1762-1515
  • Mirian Cristini Ramos Dutra Faculdade Santa Teresa

DOI:

https://doi.org/10.66104/s9qw7a67

Palavras-chave:

contraditório digital, direitos fundamentais, inteligência artificial, processo judicial

Resumo

A incorporação da inteligência artificial no processo judicial tem promovido transformações significativas na forma de prestação jurisdicional, especialmente no que se refere à eficiência e à celeridade processual. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar o uso da inteligência artificial no processo judicial, com enfoque em seus limites constitucionais, especialmente no que se refere às garantias processuais. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida por meio de revisão de literatura, com base em artigos científicos recentes que abordam a temática sob perspectivas jurídicas e tecnológicas. Os resultados evidenciam que, embora a inteligência artificial contribua para a otimização de atividades auxiliares no Judiciário, sua utilização apresenta riscos relevantes, como a opacidade algorítmica, a possibilidade de reprodução de vieses e o comprometimento do contraditório e da fundamentação das decisões. Verificou-se, ainda, que a automação não pode alcançar o núcleo decisório da atividade jurisdicional, sendo indispensável a manutenção do controle humano e da observância dos princípios constitucionais. Conclui-se que a utilização da inteligência artificial no processo judicial deve ocorrer de forma limitada e controlada, assegurando a compatibilidade com o devido processo legal e a preservação das garantias fundamentais.

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Biografia do Autor

  • Dimas Melo Gonçalves, Faculdade Santa Teresa

    Mestre em Engenharia de Processos pela UFPA, Especialista em Vigilância Sanitária e Qualidade dos Alimentos pela AVM-RJ, Graduado em Licenciatura em Química pela UNIASSELVI, Graduado no Curso Superior de Tecnologia em Alimentos pelo IFAM, Graduado no Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia pelo CIESA-AM e Graduando em Direito pela UNINILTONLINS. Atua como docente no Ensino Superior na Faculdade Santa Teresa e Fametro, consultor gastronômico, avaliador institucional e de curso do Conselho Estadual de Educação do Amazonas - CEE/AM. Suas competências e habilidades estão concentradas nas áreas de Gestão Educacional, Consultoria Gastronômica e Cozinha Industrial. Contribuiu para a criação do novo Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia 2024, sendo um dos quatro na história da educação brasileira. Possui Honra ao Mérito pela Força Aérea Brasileira e pela Câmara Municipal de Manaus.

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Publicado

2026-03-25

Como Citar

USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E GARANTIAS PROCESSUAIS: UMA ANÁLISE CONSTITUCIONAL DO CONTRADITÓRIO DIGITAL. (2026). REMUNOM, 13(04), 1-26. https://doi.org/10.66104/s9qw7a67