RESPOSTA DO MILHO A DIFERENTES FORMULAÇÕES DE NPK EM SOLO DO CERRADO GOIANO SOB CULTIVO EM VASOS
DOI:
https://doi.org/10.66104/hyt4qa21Palavras-chave:
Fertilidade do solo, Fósforo, Produtividade agrícolaResumo
O estudo teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes formulações de NPK no cultivo de milho em solo típico do Cerrado, utilizando vasos como ambiente experimental. O solo apresentou baixa fertilidade natural, pH ácido e baixos teores de fósforo e bases trocáveis, características comuns ao bioma. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos casualizados, com seis tratamentos variando combinações de nitrogênio, fósforo e potássio, além de um controle sem adubação. A taxa de germinação foi o parâmetro mais sensível às adubações. O tratamento com dose elevada de fósforo (T4) apresentou a maior emergência (62,5%), evidenciando a importância desse nutriente no desenvolvimento inicial das plântulas. Em contraste, os tratamentos com doses elevadas de nitrogênio e potássio (T3, T5 e T6) apresentaram menores taxas de germinação, possivelmente devido ao estresse osmótico provocado pelo acúmulo de sais em pequeno volume de solo. As variáveis altura e diâmetro não apresentaram diferenças estatísticas entre os tratamentos, indicando que, na fase inicial, o crescimento depende mais do potencial genético do milho do que do manejo nutricional. Observou-se tendência de maior desenvolvimento nos tratamentos com doses mais altas, embora sem significância. A matériaseca também não diferiu entre os tratamentos, reflexo do estágio vegetativo das plantas aos 67 dias, quando o acúmulo de biomassa ainda é reduzido. Os valores ficaram abaixo dos níveis recomendados para a cultura. Embora as formulações de NPK tenham influenciado pouco o desenvolvimento inicial, o fósforo destacou-se como nutriente essencial para favorecer germinação e estabelecimento em solos de baixa fertilidade do Cerrado.
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