AFASIA, ATIVIDADES SIGNIFICATIVAS DE LINGUAGEM E A FUNÇÃO REGULADORA DA LINGUAGEM
DOI:
https://doi.org/10.66104/pxmhq288Palavras-chave:
Linguagem; Afasia; Intervenção.Resumo
O objetivo deste trabalho é apresentar resultados sobre pesquisa relacionada à temática afasia, avaliação e intervenção de linguagem. A afasia é uma condição em que há alteração de mecanismos linguísticos em todos os níveis, tanto do seu aspecto produtivo, no que se refere à produção da fala, ou interpretativo, relacionado com a compreensão e com o reconhecimento de sentidos, causada por lesão estrutural adquirida no Sistema Nervoso Central, em virtude de acidentes vasculares, traumatismos cranioencefálicos ou tumores. A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Estudos e Pesquisas em Neurolinguística (LAPEN), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Brasil, a partir do Espaço de convivência entre afásicos e não afásicos - ECOA. A abordagem teórico-metodológica é a da Neurolinguística Discursiva (Coudry 1988, Coudry 2008, Coudry 2018, Coudry & Freire 2010, Sampaio 2015) em interface com a Teoria Histórico-Cultural (com os expoentes: Vigotsky, Luria, Leontev e Galperin). Nesse espaço, para além da observação participada de como cada sujeito atua socialmente com a leitura e a escrita, utilizando gêneros discursivos diversos (artigos jornalísticos, fábulas, músicas, vídeos, dentre outros), registros de fatos da vida pessoal, conversas e discussões sobre temáticas cotidianas tanto nos acompanhamentos individuais quanto em grupo, realiza-se intervenção de linguagem. A partir da emergência dos dados e das suas análises, conclui-se que a linguagem, em meio às instabilidades dos quadros afásicos, pode e deve ser considerada como reguladora do comportamento humano e que cada sujeito afásico utiliza estratégias discursivas quando está em interação dialógica e intervenção adequadas, e, assim, reorganiza a sua linguagem após a lesão cerebral, buscando estabelecer sentido em suas interações.
Palavras-chave:
Downloads
Referências
Adichie, Chimamanda Ngozi. 2021. Hibisco roxo. Trans. Júlia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras.
Andrade, Maria Goretti L. 2017. Perfil cultural da Nigéria. Lisbon: Instituto Universitário de Lisboa MA thesis.
Bagno, Marcos. 1999. Preconceito linguístico. São Paulo: Loyola.
Bakhtin, Mikhail. 2003. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes.
Bobbio, Norberto. 2004. A era dos direitos. In Norberto Bobbio, A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier.
Candido, Antonio. 1995. O direito à literatura. In Antonio Candido, Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades. DOI: https://doi.org/10.1515/9781400863983
Chiziane, Paulina. 2021. Niketche: Uma história de poligamia. São Paulo: Companhia das Letras.
Coelho, O. F. S. & Eduardo Souza. 2022. Macedo Soares, Amélia Mingas e a historiografia linguística transatlântica. Cadernos de Estudos Linguísticos 64. 1–16. https://doi.org/10.20396/cel.v64i00.8668269 DOI: https://doi.org/10.20396/cel.v64i00.8668269
Evaristo, Conceição. 2017. Ponciá Vicêncio. Rio de Janeiro: Pallas.
Foucault, Michel. 2008. A arqueologia do saber. Trans. Luiz Felipe Barreta Neves. 7th edn., 3rd reimpr. Rio de Janeiro: Forense Universitária.
Freire, Paulo. 1978. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra.
Fuks, Rogério. 2019. Biografia de Chimamanda Ngozi Adichie. E-biografias. https://www.ebiografia.com/chimamanda_ngozi_adichie (13 Janeiro, 2023).
Gonzalez, Lélia. 1984. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Ciências Sociais Hoje. ANPOCS. 223–244.
Hooks, Bell. 2013. Ensinando a transgredir. São Paulo: Martins Fontes.
Hooks, Bell. 2021. Erguer a voz: Pensar como feminista, pensar como negra. Trans. Cátia Bocaiuva M. 1st reimpr. São Paulo: Elefante.
Joas, Hans. 2012. Generalização de valores: A Declaração Universal dos Direitos Humanos e a pluralidade de culturas. In Hans Joas, A sacralidade da pessoa: Nova genealogia dos direitos humanos, 247–276. São Paulo: Editora da UNESP.
Kilomba, Grada. 2016. Descolonizando o conhecimento. São Paulo: Geledés. www.geledes.org.br (13 Novembro, 2022).
Mbembe, Achille. 2014. Crítica da razão negra. Trans. Marta Lança. Lisbon: Antígona.
Mbembe, Achille. 2016. Necropolítica. São Paulo: N–1 Edições.
Orlandi, Eni Pulcinelli. 2009. Análise de discurso: Princípios e procedimentos. Campinas: Pontes.
Ribeiro, Djamila. 2017. O que é: Lugar de fala? Belo Horizonte: Letramento.
Silva, R. V. 2011. Apontamentos do materialismo para uma abordagem crítica das relações entre literatura e história nos países africanos de língua portuguesa. Revista Crioula (USP). 1–14. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1981-7169.crioula.2011.55361
Spivak, Gayatri Chakravorty. 2015. Pode o subalterno falar? Trans. Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa & André Pereira Feitosa. Belo Horizonte: UFMG.
Zapater, Marta C. 2017. A constituição do sujeito de direito “mulher” no Direito Internacional dos Direitos Humanos. São Paulo: Universidade de São Paulo PhD dissertation.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Brena Batista Caires, Nirvana Ferraz Santos Sampaio, Fabiana dos Santos Santana

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista, desde que adpatado ao template do repositório em questão;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores são responsáveis por inserir corretamente seus dados, incluindo nome, palavras-chave, resumos e demais informações, definindo assim a forma como desejam ser citados. Dessa forma, o corpo editorial da revista não se responsabiliza por eventuais erros ou inconsistências nesses registros.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Obs: todo o conteúdo do trabalho é de responsabilidade do autor e orientador.
