VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS: CHAMOTE CERÂMICO NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE PEPINO
DOI:
https://doi.org/10.66104/mk65cf36Palavras-chave:
: Gestão ambiental; Sustentabilidade; MudasResumo
A produção de cerâmica vermelha gera impactos ambientais relevantes, especialmente pela geração de rejeitos oriundos de peças defeituosas, que, após trituração, dão origem ao chamote. A gestão adequada desses resíduos torna-se essencial, sendo necessário buscar alternativas que reduzam os impactos do descarte inadequado. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a influência da incorporação de chamote em substratos para a produção de mudas de pepino (variedade Aodai). O experimento foi conduzido no Instituto Federal do Espírito Santo, campus Santa Teresa, em viveiro, utilizando delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial triplo 3 x 2 x 4, considerando três temperaturas de queima do chamote, duas granulometrias e quatro concentrações, com quatro repetições. Foram avaliadas variáveis relacionadas ao desenvolvimento das mudas, como comprimento do sistema radicular, altura da parte aérea, diâmetro do coleto, massa fresca e seca da parte aérea e das raízes. A análise estatística foi realizada com auxílio do software R, aplicando-se o teste F a 5% de probabilidade, teste de Tukey para granulometria e análise de regressão para temperatura e concentração. Os resultados evidenciaram que há um limite para a incorporação de chamote no substrato, sendo que concentrações elevadas, especialmente associadas a partículas mais grossas e maiores temperaturas, prejudicam o desenvolvimento das mudas. A condição mais favorável foi obtida com chamote tratado a 750°C e granulometria de 1 mm. Nessa situação, as concentrações ideais variaram entre 9% e 13%, dependendo da variável analisada. Conclui-se que a utilização de chamote em substratos é uma alternativa viável, pois reduz custos de produção e contribui para a sustentabilidade ambiental ao promover o reaproveitamento de resíduos industriais.
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