VIVÊNCIAS DOS ENFERMEIROS NA ASSISTÊNCIA A CRIANÇAS COM CÂNCER EM CUIDADOS PALIATIVOS
DOI:
https://doi.org/10.66104/8n90j175Palavras-chave:
Enfermagem; Cuidados Paliativos; Câncer; PediatriaResumo
O presente estudo analisa as vivências dos enfermeiros na assistência a crianças com câncer em cuidados paliativos pediátricos, destacando desafios, estratégias de enfrentamento e necessidades de capacitação. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo, realizada a partir de bases como SciELO, BVS e Google Acadêmico. Os resultados evidenciam que os enfermeiros enfrentam desafios importantes, como lacunas na formação acadêmica, falta de preparo psicológico, limitações estruturais e escassez de recursos, o que compromete a qualidade do cuidado, destaca-se ainda o impacto emocional decorrente do contato frequente com o sofrimento e a morte, gerando sentimento de impotência, insegurança e sobrecarga. Para lidar com essas situações, os profissionais utilizam estratégias como distanciamento emocional, espiritualidade, apoio familiar, lazer, psicoterapia e suporte da equipe multiprofissional, a comunicação eficaz e a busca por qualificação contribuem para reduzir o estresse e fortalecer a prática, além disso, evidencia-se a necessidade de capacitação contínua, com ênfase no desenvolvimento de habilidades comunicativas, manejo do luto, escuta ativa e apoio emocional, o aprimoramento técnico aliado à humanização é essencial para garantir assistência integral à criança e à família. Conclui-se que, apesar da relevância do papel do enfermeiro, persistem lacunas que impactam a assistência, sendo fundamental investir em formação, apoio institucional e estratégias que promovam cuidado mais humano e qualificado, nesse contexto, torna-se imprescindível ampliar políticas de educação permanente, fortalecer o trabalho em equipe e garantir suporte psicológico aos profissionais, favorecendo enfrentamento das demandas emocionais. A valorização do enfermeiro e a melhoria das condições de trabalho são aspectos essenciais para promover qualidade de vida no ambiente profissional e segurança na assistência, dessa forma, investir na formação e no suporte institucional reflete no cuidado prestado, contribuindo para uma prática mais sensível, ética e centrada nas necessidades da criança e de sua família.
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