DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE E TEMPO DE ESPERA NO SUS: UMA ANÁLISE DA REALIDADE DE MANAUS, AMAZONAS
DOI:
https://doi.org/10.66104/6v107291Palavras-chave:
acesso à saúde; judicialização da saúde; Manaus; morosidade assistencial; Sistema Único de Saúde.Resumo
A demora no atendimento em consultas, exames, cirurgias e fornecimento de medicamentos no Sistema Único de Saúde representa um dos principais desafios enfrentados pela gestão pública em saúde no Brasil, especialmente em regiões marcadas por limitações estruturais e dificuldades logísticas, como Manaus, Amazonas. O presente estudo teve como objetivo analisar os fatores relacionados à morosidade assistencial no SUS, identificando seus impactos administrativos, sociais e jurídicos no contexto amazonense. A pesquisa caracteriza-se como revisão de literatura de natureza qualitativa, descritiva e exploratória, desenvolvida a partir da análise de artigos científicos recentes e documentos institucionais oficiais relacionados à regulação assistencial, judicialização da saúde, gestão hospitalar e listas de espera no SUS. Os resultados demonstraram que a demora no atendimento decorre de fatores multifatoriais, envolvendo insuficiência da oferta de serviços especializados, fragilidades regulatórias, concentração da assistência em Manaus, dificuldades logísticas regionais e limitações administrativas relacionadas ao gerenciamento das filas. Observou-se ainda que a morosidade assistencial contribui para agravamento clínico dos pacientes, ampliação da judicialização da saúde e aumento da sobrecarga da rede pública. Conclui-se que o enfrentamento dessa problemática exige fortalecimento da gestão pública, ampliação da infraestrutura assistencial e modernização dos mecanismos de regulação, visando garantir maior efetividade ao direito fundamental à saúde no contexto amazônico.
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