INCOERÊNCIAS E CONTRADIÇÕES RELATIVAS AO COTIDIANO DAS INSTITUIÇÕES PRISIONAIS: PUNIÇÃO E CASTIGO
DOI:
https://doi.org/10.66104/y9x3f823Palavras-chave:
encarceiramento em massa, seletividade penal, racismo estruturalResumo
O artigo discute o cotidiano da custódia e do encarceramento no Brasil, argumentando que a prisão, apresentada como expressão da humanização das penas, opera de forma discriminatória, arbitrária e pouco eficaz. Em vez de reduzir a população carcerária e a reincidência, o sistema penal amplia desigualdades e converte a punição em problema social. Parte-se do paradoxo que transforma o crime em questão social e a pena em solução automática. O texto também examina os efeitos do isolamento sobre o acesso à escolarização, ao trabalho e à reinserção social, além de destacar a dimensão econômica que sustenta a permanência das prisões. Por fim, sustenta-se que o encarceramento em massa, no Brasil, é agravado pelo racismo estrutural e pela seletividade penal.
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